segunda-feira, 20 de julho de 2026

Cutrim divulgou vídeo com críticas a Flávio Dino antes de operação da PF


Crédito: Reprodução/Redes Sociais


Informações divulgadas pelo Portal Diário do Poder apontam que o secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do Maranhão, Raimundo Cutrim, divulgou um vídeo no último dia 11 de julho com críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, poucos dias antes de ser alvo de uma operação da Polícia Federal autorizada pelo magistrado.

Na gravação, Cutrim afirma que havia sido alertado sobre uma possível operação contra ele e classificou a situação como uma perseguição política. O secretário também defendeu sua trajetória como delegado aposentado da Polícia Federal e ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, afirmando ter uma “vida limpa”.

Ainda no vídeo, Cutrim reconhece ter parentesco distante com Gilbson César Soares, condenado pelo assassinato do empresário João Bosco, no caso conhecido como Tech Office, mas nega qualquer participação no crime ou tentativa de interferência nas investigações. Segundo o secretário, o homicídio teve motivação pessoal, conforme a versão apresentada pelo próprio autor confesso durante o processo.

(Imagem: Reprodução/Redes Sociais)

Cutrim também questiona a atuação do ministro no caso, alegando que o ministro não teria imparcialidade para conduzir o processo em razão da rivalidade política entre ambos. Além disso, afirma que teria recebido informações antecipadas sobre uma possível medida judicial e faz outras acusações envolvendo adversários políticos. Essas declarações são de responsabilidade do próprio secretário e, até o momento, não há decisão judicial que comprove essas alegações.

Poucos dias após a divulgação do vídeo, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra Cutrim por determinação do ministro. O secretário também foi afastado do cargo, colocado em prisão domiciliar e passou a utilizar tornozeleira eletrônica. Segundo a investigação, ele é suspeito dos crimes de coação e obstrução da Justiça em apuração relacionada ao caso Tech Office.

De acordo com a decisão do STF, as suspeitas têm como base declarações prestadas por Gilbson César Soares, que acusa Cutrim de tentar influenciar depoimentos de familiares durante a investigação. A defesa do secretário nega as acusações, afirma que as conversas foram retiradas de contexto e sustenta que as medidas judiciais estão sendo cumpridas, embora o processo tramite sob sigilo.

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não divulgou novos detalhes sobre o conteúdo da investigação em razão do sigilo dos autos. O caso segue em andamento e as acusações ainda serão analisadas pela Justiça.