segunda-feira, 20 de abril de 2026

Motta e mais 6 deputados controlam R$ 1,5 bilhão em emendas antes secretas




                                        Foto: José Cruz / Agência Brasil



O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e mais seis deputados concentraram no ano passado a indicação de R$ 1,5 bilhão em emendas de comissão ao Orçamento, verba distribuída pelos colegiados temáticos do Congresso.

Os R$ 6 bilhões restantes desse tipo de recurso foram partilhados por outros 423 deputados, enquanto 83 parlamentares não indicaram nenhum valor em 2025 de forma oficial -eles podem ter sido contemplados pelo envio de verbas em nome da liderança dos seus partidos.

Essas verbas são sugeridas ao governo pelas comissões do Congresso, com a indicação de como e onde o dinheiro deve ser gasto. O Executivo tem o poder discricionário de não executar os recursos, mas não pode remanejá-los para outras áreas de seu interesse.

Essas emendas eram secretas até 2024, sem que o nome do padrinho político responsável pela indicação da verba fosse divulgado. Isso mudou em 2025, após decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), o que permitiu verificar os valores encaminhados por cada parlamentar.

O levantamento feito pela reportagem nas atas do Congresso mostra que esse pequeno grupo de sete políticos detém o controle de uma fatia desproporcional deste orçamento: um quinto do total de R$ 7,5 bilhões repassado pelas comissões da Câmara em 2025 para ações nas bases eleitorais.

O deputado federal que, sozinho, mais indicou emendas de comissão em 2025 foi Julio Arcoverde (PP-PI), com R$ 244,3 milhões. Ele presidiu a CMO (Comissão Mista de Orçamento) do Congresso, responsável por votar os projetos de lei orçamentários.

"Todas foram destinadas de forma legal e transparente ao estado do Piauí, com investimentos em infraestrutura, saúde e apoio aos municípios, gerando obras e benefícios diretos para a população, sem qualquer irregularidade. Assim, o deputado Julio Arcoverde cumpre a sua missão de viabilizar mais recursos para o desenvolvimento econômico e social do Piauí", afirmou ele em nota de sua assessoria.

O segundo é Hugo Motta, com R$ 180,5 milhões. Quase metade deste valor foi repassado a cidades cujo prefeito declarou publicamente apoio à pré-candidatura ao Senado de Nabor Wanderley, pai do presidente da Câmara. Ao anunciar que renunciaria à Prefeitura de Patos (PB), Nabor disse à imprensa local que espera contar com o apoio de 150 dos 223 prefeitos da Paraíba para ser eleito.

Motta afirmou que a indicação respeita rigorosamente um acordo entre os três Poderes. "No âmbito dos partidos, a divisão dos valores das emendas segue os critérios adotados pelas lideranças, seguindo o número de deputados, e a destinação dos recursos tem como prioridade áreas estratégicas e estruturantes para os municípios brasileiros, como saúde e infraestrutura", disse.

Logo depois de Motta está o presidente de seu partido, Marcos Pereira (Republicanos-SP), com R$ 138,2 milhões. "Historicamente, presidentes de partidos e líderes acabam por ter um pouco mais de recursos para indicar. Não é uma particularidade minha", afirmou. Ele disse que sempre deu transparência às verbas em seu site. "Para mim, nunca foi um orçamento secreto, faço questão de divulgar."

Os líderes de quatro partidos políticos (PP, União Brasil, Republicanos e PL) constam como responsáveis por indicar outros valores, que somam mais de R$ 930 milhões.

Neste caso, o formato pode ser usado para ocultar o real padrinho da verba, uma vez que consta apenas o nome da liderança do partido na Câmara, o que contraria decisão do ministro Flávio Dino, do STF, para que fosse dada transparência sobre o real autor, como revelou a Folha de S. Paulo em dezembro.

Na média, os outros mais de 400 parlamentares puderam repassar R$ 14 milhões cada. A maioria dos integrantes da oposição não recebeu recursos, com exceção de parlamentares do PL em postos-chave, como a presidência da Comissão de Saúde ou a liderança da sigla. Essas verbas são indicadas pelo Congresso, mas a decisão de quitá-las é discricionária do governo federal.

Parlamentares ouvidos sob condição de anonimato afirmam que houve acordo entre as lideranças partidárias para que cada deputado da base aliada ao governo pudesse indicar o destino de pouco mais de R$ 10 milhões das emendas das comissões.

Eles admitem que era esperado que houvesse alguma diferença no valor, privilegiando nomes de protagonismo e peso político, como os presidentes dos colegiados ou líderes dos partidos, mas que essa diferença deveria estar na casa das dezenas de milhões.

O que o levantamento revela, porém, é que apenas um pequeno grupo de sete deputados, entre eles o presidente da Câmara, teve direito de indicar mais de R$ 100 milhões. Nenhum dos outros mais de 400 repassou mais do que R$ 80 milhões.

Deputados ouvidos pela reportagem reclamam que a disparidade na divisão das emendas é injusta, desrespeita o acordo feito na Casa e privilegia um grupo com uma quantidade de dinheiro que deve ser decisiva nas eleições de 2026. A diferença não foi percebida de pronto, afirmam, porque a votação das verbas ocorreu de forma fragmentada ao longo do ano, em diversas comissões.

Além das emendas de comissão, há ainda emendas parlamentares individuais, com valor igual para todos os deputados, e de bancadas estaduais, para obras e projetos estruturantes.

No final de 2024, Dino iniciou uma ofensiva contra a falta de transparência e desvios de recursos com as emendas parlamentares ao Orçamento. O modelo surgiu com a emenda de relator e foi replicado com a emenda de comissão após o STF declarar a primeira inconstitucional.

Os três Poderes negociaram um acordo no qual as indicações feitas pelas comissões, que até então não precisavam revelar o deputado que era padrinho da emenda, deveriam passar a ser aprovadas em ata por todo o colegiado, deixando explícito quem era o autor da indicação e como a verba será usada.

Como revelou a Folha de S. Paulo, porém, os parlamentares driblam essa determinação assinando a autoria em nome da própria liderança partidária, não de um deputado específico. Em 2025, por exemplo, R$ 1,1 bilhão foi indicado desta forma, de acordo com as atas das comissões.

No grupo privilegiado com uma parcela desproporcionalmente maior dos recursos estão quatro lideranças de partidos: do PP, que distribuiu cerca de R$ 358 milhões desta forma; do União Brasil, com R$ 266 milhões; do Republicanos de Motta, com R$ 201 milhões; e do PL, com R$ 113 milhões (valor usado pelos deputados de oposição para esconder negociações com o governo).

Câmara realiza sessão de dois minutos para contar prazo e poder votar PEC da jornada 6x1 na próxima quarta




Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados



Com um plenário praticamente vazio, a Câmara dos Deputados realizou uma sessão deliberativa nesta sexta-feira (17) que durou exatos dois minutos e vinte segundos, e que contou com a aprovação de um único projeto, que determina a colocação de placa de advertência para alertar os pedestres a respeitarem o semáforo da faixa.


A sessão, na verdade, foi convocada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que pudesse ser contado o prazo regimental de duas sessões plenárias a fim de permitir a votação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na próxima quarta (22), do projeto que modifica a jornada de trabalho 6x1.


Nesta semana, o relator do projeto, deputado Paulo Azi (União-BA), leu o seu parecer favorável à aprovação da admissibilidade da proposta de emenda à Constituição, e após pedido de vista, o presidente da CCJ, Leur Lomanto Júnior (União-BA). Para permitir a votação da matéria já na próxima semana, Motta agendou sessões para esta quinta (16) e hoje.


A rápida sessão desta sexta, que contou com a presença online de 303 parlamentares, foi presidida pelo deputado Alberto Fraga (PL-DF), que de forma imediata procedeu à votação do projeto sobre sinalização de travessia de pedestres. A proposta foi imediatamente aprovada e Fraga em seguida encerrou a sessão.


De autoria do ex-deputado Luís Tibé (MG), o PL 2879/11 determina a colocação de placa de advertência para alertar os pedestres a respeitarem o semáforo da faixa. O texto, que agora vai ao Senado, também permite que associações de moradores sejam ouvidas em audiência pública do órgão de trânsito para analisar propostas e avaliar a implantação de recurso adicional de segurança em local de travessia de pedestres

Projeto E+ Geladeira Nova beneficia moradores de Timon com sorteio de 40 novos refrigeradores


Além do sorteio de geladeiras, iniciativa ofereceu serviços como cadastro na tarifa social, troca de lâmpadas e negociação de débitos


Moradores do município de Timon foram contemplados, na última sexta-feira (10), com mais uma edição do Projeto E+ Geladeira Nova da Equatorial Maranhão, iniciativa que integra o Programa de Eficiência Energética, regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A ação tem como foco incentivar o uso responsável da energia elétrica, ao mesmo tempo em que contribui diretamente para a melhoria das condições de vida de famílias de baixa renda.

Durante a ação, mais de 400 pessoas realizaram cadastro para participar do sorteio, que contemplou 40 moradores com geladeiras novas, destinadas à substituição de equipamentos antigos e de alto consumo de energia. A troca contribui para a redução no valor da conta de energia e também garante mais segurança e melhor desempenho no uso dos eletrodomésticos no dia a dia.

Além do sorteio, a iniciativa ofereceu uma série de serviços gratuitos à população. Entre eles, o cadastro na Tarifa Social de Energia Elétrica, benefício do Governo Federal que concede descontos na fatura, a substituição de lâmpadas antigas por modelos de LED, mais econômicos e duráveis, e a possibilidade de negociação de débitos com condições especiais, facilitando a regularização das contas.

 

Atualização da Tarifa Social

A Equatorial Maranhão reforça que beneficiários da Tarifa Social de Energia Elétrica devem manter seus dados atualizados para garantir a continuidade do desconto na conta de luz. Conforme novas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), clientes com inconsistências no Cadastro Único (CadÚnico) estão sendo notificados e precisam regularizar a situação até dezembro de 2026 para não perder o benefício. Entre as exigências, o titular da conta deve fazer parte da família inscrita no CadÚnico e o endereço da unidade consumidora deve corresponder ao informado no cadastro social. Em caso de divergências, o cliente pode procurar o CRAS para atualização ou solicitar a troca de titularidade da conta de energia. Durante a ação em Timon, as equipes também orientaram os clientes sobre essas atualizações e a importância de manter o cadastro regularizado.

De acordo com o Gerente de Relacionamento com o Cliente da Equatorial Maranhão, Renato Mendes, a ação vai além da entrega de equipamentos. "Nosso objetivo é proporcionar uma economia concreta para as famílias, ao mesmo tempo em que fortalecemos a conscientização sobre o uso responsável da energia elétrica. Ao integrar a substituição de equipamentos com orientações práticas e a oferta de serviços, ampliamos os benefícios da ação e contribuímos para mudanças mais consistentes no dia a dia, gerando um impacto positivo e duradouro na vida dessas pessoas", destaca o gerente.



Somente no município de Timon, mais de mil geladeiras já foram substituídas ao longo dos últimos 12 anos. A execução do Projeto E+ Geladeira reforça o compromisso com a sustentabilidade e o desenvolvimento social, ao promover ações que reduzem o consumo de energia e ampliam o acesso da população a benefícios essenciais.



Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão



 

Deputada propõe tornozeleira rosa para agressores de mulheres

 

Deputada propõe tornozeleira rosa para agressores de mulheres

A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) protocolou, na semana passada, na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que propõe uma nova identidade visual para as tornozeleiras eletrônicas usadas por agressores em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Segundo a parlamentar, o objeto de monitoramento “poderá ser determinado por decisão judicial fundamentada” para ser cor-de-rosa, especialmente em contextos de alto risco.

A matéria pretende alterar a Lei nº 15.383/2026, que instituiu a tornozeleira a agressores como medida protetiva autônoma e, por sua vez, também alterou a Lei Maria da Penha.

A justificativa do projeto é estabelecer a identificação visual padronizada para facilitar a fiscalização e o reconhecimento das autoridades competentes, além de reforçar a proteção preventiva da vítima, contribuir para a inibição de novas condutas violentas e reforçar a conscientização social acerca da gravidade da violência contra a mulher.

O projeto determina que a padronização visual deverá observar

– Critérios de razoabilidade e proporcionalidade.
– A vedação a qualquer forma de exposição vexatória ou degradante.
– A finalidade exclusiva de segurança pública e proteção da vítima.

Se aprovado no Congresso, caberá ao poder Executivo regulamentar as especificações técnicas, os níveis de visibilidade e as hipóteses excepcionais de dispensa da identificação visual.

PRF resgata aves silvestres em cativeiro no MA




A Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgatou cinco aves silvestres mantidas ilegalmente em cativeiro durante fiscalizações realizadas no dia 16 de abril de 2026, ao longo da BR-010, nos municípios de Açailândia e Cidelândia, no sudoeste do Maranhão.

As ocorrências foram registradas em sequência durante ações de combate a crimes ambientais, especialmente na região do povoado Califórnia, área com histórico desse tipo de prática.

Em Açailândia, por volta das 17h, os policiais identificaram uma residência com uma ave silvestre em gaiola exposta na parte frontal. Pouco depois, ainda na mesma localidade, outra abordagem resultou na localização de duas aves mantidas sem autorização.

Já por volta das 17h50, em Cidelândia, nas proximidades do km 300 da BR-010, a equipe encontrou mais duas aves em gaiolas penduradas na área externa de uma residência às margens da rodovia.

Em todas as situações, os responsáveis admitiram não possuir licença dos órgãos ambientais e confirmaram ter conhecimento da irregularidade. Os animais também não apresentavam anilhas de identificação.

Ao todo, foram apreendidas cinco aves, identificadas preliminarmente como sabiá-da-mata, gaturamo, papa-capim-baiano, canário-da-terra e bigodinho, além de cinco gaiolas utilizadas para mantê-las presas.

Diante dos fatos, foram lavrados Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO) com base na Lei nº 9.605/98, que proíbe a captura e manutenção de animais silvestres sem autorização.

As aves, aparentemente sem ferimentos, foram encaminhadas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), em Imperatriz, para os procedimentos necessários.