quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Ex-secretário Cutrim é alvo de busca por ordem de Alexandre de Moraes


Crédito: Arquivo/Reprodução


O ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (11), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Cutrim é apontado como fonte do jornalista Luís Pablo em reportagens que denunciaram suposto uso irregular de veículos oficiais pelo ministro Flávio Dino e familiares no Maranhão.

Segundo o Portal Metrópoles, a operação foi confirmada pela defesa de Cutrim e pelo Supremo Tribunal Federal. A investigação tramita sob sigilo. As diligências foram solicitadas pela Polícia Federal (PF) e autorizadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A operação ocorre meses após Luís Pablo também ser alvo de busca e apreensão, em março, em sua residência, em São Luís. Na ocasião, Moraes autorizou a medida no âmbito da investigação.

Segundo a Polícia Federal, o jornalista passou, em novembro de 2025, a divulgar fotografias e informações sobre o veículo funcional utilizado por Flávio Dino. Ele também publicou que o automóvel, oficialmente pertencente ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), estaria sendo utilizado por familiares do ministro.

Flávio Dino negou qualquer uso irregular dos veículos. Em nota, sua assessoria afirmou que um carro blindado foi cedido por solicitação da Secretaria de Segurança do STF, no âmbito de um acordo de cooperação com os tribunais do país.

A defesa de Raimundo Cutrim informou que ainda não teve acesso à íntegra dos autos. O advogado José Berilo de Freitas Leite manifestou preocupação com a exposição de uma pessoa apontada como fonte jornalística e destacou a garantia constitucional do sigilo da fonte.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Grupo planejava explodir Palácio do Planalto e mirava debate do 2º turno


Crédito: Divulgação


Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou um grupo que planejava, pela internet, atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília. Os integrantes não se conheciam pessoalmente e mantinham conversas que eram monitoradas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Nas mensagens, os participantes discutiam a fabricação de explosivos, compartilhavam discursos de ódio e planejavam possíveis ataques. Em uma das conversas, um integrante sugeriu a criação de uma lista com os principais alvos para garantir o que chamou de “sucesso da revolução”.
Grupos no Telegram reuniam centenas de integrantes

As comunicações aconteciam em dois grupos do Telegram. Um deles utilizava uma imagem de Adolf Hitler como foto de perfil e reunia mais de 600 participantes.

Entre os planos discutidos estava a possibilidade de explodir um edifício onde ocorreria um debate entre candidatos do segundo turno das eleições.

Os integrantes considerados mais radicalizados eram direcionados para um segundo grupo, que tinha 46 participantes. Segundo a investigação, nesse espaço eram compartilhadas informações e instruções relacionadas à prática de ataques.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que o conteúdo identificado pelas autoridades indicava a preparação de atentados.


“Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios”, afirmou.

O ministro também destacou que manifestações relacionadas ao extremismo e à violência não devem ser minimizadas ou normalizadas.
Investigação aponta planejamento de ataques

Um relatório produzido pelo Ciberlab, laboratório especializado em crimes cibernéticos, apontou que as conversas apresentavam indícios de planejamento de atos violentos com uso de artefatos explosivos.

O documento também identificou conteúdos relacionados à ideologia neonazista, misoginia e incentivo à violência.

O acesso aos grupos era restrito e dependia de links específicos ou de buscas pelos nomes exatos dos canais.
Grupo compartilhava materiais para fabricação de explosivos

As mensagens analisadas pelas autoridades incluíam manuais sobre fabricação de explosivos e coquetéis Molotov.

Os integrantes também discutiam a produção de artefatos explosivos, além de calcular quantidades de materiais e custos necessários para possíveis ataques.

Segundo o Ministério da Justiça, os administradores dos grupos ainda tentavam identificar participantes que estivessem dispostos a cometer assassinatos.
Palácio do Planalto estava entre os possíveis alvos

De acordo com a investigação, um dos principais objetivos do grupo era invadir e explodir prédios públicos, especialmente o Palácio do Planalto.

Os investigadores encontraram referências a mapas de ministérios, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

O delegado responsável pela investigação, identificado como Coelho, afirmou que os integrantes chegaram a compartilhar uma planta baixa do Palácio do Planalto para discutir possíveis formas de entrada e saída do prédio.

Segundo as autoridades, a intenção não seria apenas causar destruição, mas também promover um ato de violência de caráter antidemocrático em Brasília.
Ciberlab produziu 103 relatórios em 2026

O ministro Wellington César Lima e Silva afirmou que a internet concentra uma parcela significativa das ocorrências relacionadas a crimes investigados pelas autoridades.

O Ciberlab, que funciona em uma área de acesso restrito em Brasília, atua na identificação de pessoas que utilizam perfis anônimos para produzir e compartilhar conteúdos de ódio e extremismo.

Somente em 2026, o laboratório produziu 103 relatórios sobre mais de 50 grupos de ódio. Entre os conteúdos identificados estavam mensagens de caráter racista, misógino e homofóbico.
Polícia cumpriu mandados em cinco estados

Na última terça-feira (4), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em oito cidades de cinco estados.

Os investigados poderão responder por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista e incitação ao crime.

A investigação continua com a análise de computadores e celulares apreendidos durante a operação.

O delegado responsável afirmou que as autoridades pretendem aprofundar a apuração para identificar outros possíveis envolvidos.

O ministro da Justiça e Segurança Pública também alertou para o avanço de grupos extremistas e defendeu atenção permanente ao fenômeno.


“O sentimento do extremismo será sempre contra o pluralismo. E nós todos, democratas, cidadãos, temos que estar vigilantes em relação a isso”, declarou.

Eleitor tem até 20 de agosto para pedir voto em trânsito


Crédito: Reprodução


Os eleitores que pretendem votar fora de sua cidade nas Eleições 2026 têm até o dia 20 de agosto para solicitar a habilitação para o voto em trânsito. O pedido pode ser realizado pela internet, por meio da página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou presencialmente nos cartórios eleitorais de todo o país.

O voto em trânsito permite que o eleitor exerça o direito ao voto fora de seu domicílio eleitoral nos dias de votação. A modalidade estará disponível nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores.

Para fazer a solicitação pela internet, o eleitor deve acessar a página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e selecionar a opção “Fazer Transferência Temporária do Local de Votação”. Depois, é necessário informar os dados solicitados, consultar os locais com vagas disponíveis e concluir o procedimento.

Quem preferir o atendimento presencial deve procurar o cartório eleitoral mais próximo e apresentar documento oficial com foto.
Regras para o voto em trânsito

O eleitor que solicitar a transferência temporária para uma cidade localizada dentro do mesmo estado de seu domicílio eleitoral poderá votar para todos os cargos em disputa: deputado federal, deputado estadual ou distrital, governador, senador e presidente da República.

Já quem estiver em trânsito fora do estado de seu domicílio eleitoral poderá votar somente para presidente da República.

Também é possível solicitar o voto em trânsito para cidades diferentes no primeiro e no segundo turnos. Alterações ou cancelamentos do pedido poderão ser realizados até 20 de agosto. Depois dessa data, não será possível modificar a solicitação.

Caso o eleitor solicite o voto em trânsito e não compareça ao local escolhido, será necessário justificar a ausência, inclusive por meio do aplicativo e-Título.
Eleitores que estarão no exterior

Quem possui título eleitoral registrado no exterior e estiver de passagem pelo Brasil poderá solicitar o voto em trânsito. Nesse caso, será possível votar apenas para presidente da República.

Por outro lado, o eleitor com título registrado no Brasil que estiver fora do país no dia da eleição não poderá utilizar o voto em trânsito no exterior.

O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro, quando os eleitores escolherão deputados federais, estaduais e distritais, governadores, senadores e presidente da República.

O segundo turno está previsto para 25 de outubro, nas disputas para governador e presidente da República, caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos, excluídos os votos brancos e nulos, no primeiro turno.

Lua ficará 95% vermelha em eclipse que poderá ser visto de todo o Brasil


Crédito: Unsplash


Um eclipse lunar quase total poderá ser observado de diferentes regiões das Américas, Europa e África, incluindo todo o território brasileiro, na madrugada de 28 de agosto. O fenômeno promete chamar a atenção de quem gosta de acompanhar eventos astronômicos.

O eclipse terá início às 23h30 do dia 27 de agosto, pelo horário de Brasília, e deve atingir o ponto máximo por volta de 1h da madrugada do dia 28.

Durante o fenômeno, a expectativa é de que até 95% do disco lunar fique avermelhado, produzindo o efeito conhecido popularmente como “Lua de Sangue”.
Eclipse poderá ser observado em todo o Brasil

Uma das principais características do fenômeno é que o eclipse lunar poderá ser visto de todos os estados brasileiros. Não será necessário utilizar óculos especiais ou qualquer equipamento para observar a Lua.

A recomendação é escolher um local com visão livre do céu, preferencialmente em áreas abertas e com pouca iluminação artificial. Regiões mais afastadas das luzes intensas das cidades podem oferecer melhores condições para acompanhar o fenômeno.
Por que a Lua fica vermelha durante o eclipse?

O eclipse lunar ocorre quando a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua, fazendo com que a sombra do planeta seja projetada sobre a superfície lunar.

Durante esse processo, parte da luz solar que atravessa a atmosfera terrestre é desviada em direção à Lua. Esse efeito pode fazer com que o satélite adquira tons avermelhados ou alaranjados, dando origem ao fenômeno popularmente chamado de “Lua de Sangue”.

No eclipse previsto para agosto, até 95% da Lua deverá ser encoberta pela sombra da Terra, deixando grande parte do disco lunar com a característica coloração avermelhada.
Eclipse solar também acontece em agosto

Além do eclipse lunar, agosto também terá um eclipse solar total, mas o fenômeno será observado em áreas do hemisfério norte e não poderá ser acompanhado de todo o Brasil.

Partido expulsa prefeito do MA após mensagens sobre apoio a Flávio Bolsonaro


Crédito: Reprodução/Internet


O Partido Socialista Brasileiro (PSB) expulsou o prefeito de Campestre do Maranhão, Fernando Oliveira da Silva, conhecido como Fernando Bermuda, após a repercussão de mensagens atribuídas ao gestor sobre apoio a candidatos de outras legendas e supostas ameaças a servidores por questões eleitorais. A decisão foi aprovada no último sábado (8).

Segundo a Resolução nº 008/2026, o partido considerou que o prefeito cometeu “grave infidelidade partidária” ao contrariar as orientações da legenda e manifestar apoio a candidaturas de outros partidos.

Entre as mensagens que repercutiram está uma suposta manifestação de apoio a Flávio Bolsonaro. A resolução, no entanto, não cita nominalmente o senador nem detalha o conteúdo das supostas ameaças a servidores.

Após o caso ganhar repercussão, Fernando Bermuda afirmou que utilizou palavras e tom inadequados durante uma conversa informal, mas negou ter ameaçado, coagido ou perseguido funcionários por questões políticas. Segundo ele, nenhum servidor foi demitido, afastado ou punido por causa de voto ou posicionamento político.

Mesmo expulso do PSB, Fernando Bermuda permanece no cargo de prefeito de Campestre do Maranhão.