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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Dino diz que pagamento de novos penduricalhos está proibido





O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quarta-feira (6) que está proibida a criação de novos benefícios, gratificações e auxílios para juízes e membros do Ministério Público após a decisão da Corte que limitou o pagamento dos chamados “penduricalhos”.

Em decisão unânime proferida no dia 25 de março, os ministros do STF determinaram que as indenizações adicionais, gratificações e auxílios devem ser limitados a 35% do salário dos integrantes da Corte, cujo teto atualmente é de R$ 46,3 mil.

Apesar da decisão, diversos tribunais passaram a criar novos benefícios que não haviam sido autorizados pelo Supremo.

No despacho publicado nesta quarta-feira, Dino afirmou que reportagens jornalísticas apontaram a criação de novas vantagens e alertou que o pagamento irregular poderá gerar responsabilização dos gestores.


“Estão absolutamente vedados a criação, a implantação ou o pagamento de quaisquer parcelas de caráter remuneratório ou indenizatório, sob qualquer rubrica, inclusive que tenham sido implantadas após o julgamento, sob pena de responsabilidade penal, civil e administrativa”, declarou o ministro.

A decisão também foi assinada pelos ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, que relatam ações relacionadas ao tema no Supremo.

Além disso, Dino determinou que sejam notificados os presidentes dos tribunais, o procurador-geral da República, o advogado-geral da União, procuradores estaduais e defensores públicos sobre a proibição da criação de novos benefícios.

Após a decisão do STF, o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público aprovaram uma resolução permitindo o pagamento de alguns penduricalhos que haviam sido restringidos pela Corte.

terça-feira, 5 de maio de 2026

Influenciadora aciona Justiça contra pré-candidato por ataques





A ex-primeira dama de Arari e influenciadora digital Ingrid Raquel Andrade dos Santos, que atualmente mora em São Luís, ingressou na Justiça com um pedido de tutela de urgência contra Renan Antônio Ferreira dos Santos, de São Paulo e pré-candidato à Presidência do Brasil, após uma série de ataques divulgados nas redes sociais. A ação já foi protocolada e solicita medidas imediatas para conter a propagação dos conteúdos.

Segundo a petição, a autora afirma que vem sendo alvo de ofensas públicas, ataques de cunho misógino e tentativas de descredibilização, por meio de vídeos publicados principalmente no Instagram. O documento aponta que as declarações teriam incentivado comentários ofensivos de terceiros, ampliando os danos à imagem da influenciadora

A defesa sustenta que os conteúdos extrapolam o direito à liberdade de expressão e configuram violação à honra, à imagem e à dignidade, além de impacto direto na vida pessoal e profissional da autora. A petição também menciona a exposição indevida de filhos menores, o que agrava a situação jurídica

Outro ponto destacado é que os ataques teriam se intensificado após o anúncio da pré-candidatura da influenciadora, indicando possível motivação política nas publicações.

Entre os pedidos apresentados à Justiça estão a remoção imediata dos conteúdos ofensivos, a proibição de novas publicações com teor semelhante, sob pena de multa diária, além de indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil

O caso será analisado pela Vara Cível da Comarca de São Luís. Até o momento, Renan Antônio Ferreira dos Santos não se pronunciou publicamente sobre as acusações.

Procon notifica hospital e operadora por suspensão de atendimentos





O Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon-MA) notificou a operadora Select Planos de Saúde e o Hospital São Domingos após denúncias de suspensão de atendimentos a beneficiários no estado.

Segundo o órgão, consumidores relataram interrupção no atendimento sem aviso prévio, o que teria causado transtornos e afetado o acesso a serviços de saúde. Diante disso, o Procon-MA abriu investigação e determinou que as empresas garantam a continuidade da assistência, seja com a retomada dos serviços no hospital ou com a oferta de rede credenciada equivalente.

O órgão também solicitou informações sobre a rede disponível no Maranhão, a quantidade de planos ofertados e medidas para reparação de possíveis prejuízos aos consumidores.

As empresas têm prazo de cinco dias para responder às exigências. Em caso de descumprimento, podem ser enquadradas por crime de desobediência.

Segundo o Procon-MA, a suspensão de serviços essenciais sem comunicação adequada fere o Código de Defesa do Consumidor e afeta diretamente pacientes e famílias.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Dino diz que meios para reprimir corrupção na Justiça são insuficientes e defende endurecer punição




                                              Foto: Reprodução


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino defendeu, em artigo no jornal Correio Braziliense neste domingo (26), penas mais altas para crimes de corrupção, peculato e prevaricação cometidos por integrantes do sistema de Justiça.

No texto, intitulado "Como punir a corrupção na Justiça?", Dino afirma que os atuais mecanismos de controle ético e moral de juízes, procuradores, advogados, defensores, promotores e servidores "têm se mostrado insuficientes" e propõe a revisão do capítulo do Código Penal sobre crimes contra a administração da Justiça.

A proposta apresentada pelo ministro tem três pontos. O primeiro prevê o aumento das penas para peculato, concussão, corrupção passiva, prevaricação, tráfico de influência e corrupção ativa quando os crimes forem cometidos no âmbito do sistema de Justiça.

O segundo trata do afastamento e da perda do cargo. Para Dino, o recebimento da denúncia deveria implicar afastamento imediato de magistrados e membros do Ministério Público, da advocacia pública, da Defensoria Pública e de assessorias. A condenação definitiva geraria a perda automática do cargo, independentemente do tempo de pena.

A mesma lógica, escreve o ministro, deveria valer para advogados: suspensão imediata da inscrição na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) após o recebimento da denúncia e cancelamento definitivo após condenação transitada em julgado. Dino afirma que "não há venda de decisões judiciais se não houver comprador".

O terceiro ponto é a tipificação criminal de ações que visem impedir, embaraçar ou retaliar o andamento de processos e investigações, "independentemente de se tratar de apuração contra o crime organizado".

Dino afirma que a proposta não configura "ilusão punitivista" e diz se tratar de "usar os instrumentos proporcionais à gravidade da situação". O ministro escreve ainda ser "evidentemente reprovável que um conhecedor e guardião da legalidade traia a sua toga ou beca".

O artigo no Correio Braziliense detalha um dos eixos da reforma mais ampla do Judiciário sugerida pelo ministro em texto no site ICL Notícias na segunda-feira (20). O texto é divulgado em meio à crise envolvendo o caso do Banco Master, que atingiu ministros do STF.

O ministro integra um grupo de magistrados -ao lado de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin- que defende uma reforma abrangente do Judiciário, em contraposição ao presidente da corte, Edson Fachin, que prioriza a aprovação de um código de conduta para os ministros.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Em coletiva, nova mesa diretora do TJMA define metas




A nova Mesa Diretora do Tribunal de Justiça do Maranhão apresentou, nesta sexta-feira (24), as diretrizes que vão orientar a atuação do Judiciário estadual pelos próximos dois anos, com foco em transparência, produtividade, inovação e ampliação do acesso à Justiça.

A gestão será conduzida pelos desembargadores Ricardo Duailibe (presidente), Gervásio dos Santos Júnior (vice-presidente), José Gonçalo de Sousa Filho (corregedor-geral da Justiça) e Angela Salazar (corregedora do Foro Extrajudicial). A posse será transmitida ao vivo pelo canal oficial do tribunal no YouTube.

Durante a coletiva, o presidente eleito destacou a continuidade dos avanços que garantiram ao tribunal o Selo Diamante, com o objetivo de manter o nível de excelência. Ele também reforçou a necessidade de ampliar o acesso da população aos serviços, especialmente por meio de pontos de inclusão digital.

O corregedor-geral da Justiça ressaltou a conciliação como estratégia para reduzir a sobrecarga do Judiciário, com a ampliação de audiências e incentivo ao diálogo na resolução de conflitos.

Já a corregedora do Foro Extrajudicial destacou o combate ao sub-registro civil, com ações voltadas à emissão de certidões de nascimento e parcerias com órgãos públicos e entidades para alcançar populações vulneráveis.

O vice-presidente afirmou que atuará de forma integrada com os demais setores, contribuindo para o funcionamento institucional e para a uniformização das decisões judiciais.

A nova gestão também prevê o fortalecimento da modernização do Judiciário, com ampliação do uso de tecnologias para garantir mais agilidade e eficiência nos processos.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Luciano Hang reage a ação do MP sobre estátua da Havan em São Luís





O empresário Luciano Hang classificou como “perseguição” a ação do Ministério Público do Maranhão (MPMA) que questiona a instalação da réplica da Estátua da Liberdade na loja da Havan, em São Luís.

A Ação Civil Pública aponta que a estrutura, com cerca de 35 metros de altura, teria sido instalada sem licenciamento específico e configuraria poluição visual. O MPMA também sustenta que o monumento funciona como um equipamento publicitário e deveria ter passado por autorização própria, além de apontar omissão do Município na fiscalização.

Em resposta, Hang afirma que a obra seguiu todos os trâmites legais. “Foi feita com alvarás, dentro da lei, com tudo aprovado antes mesmo do início da construção”, declarou.

O empresário também rebateu as críticas sobre impacto visual e disse que o debate extrapola a questão jurídica. “Isso não é sobre legalidade, é sobre perseguição”, afirmou.
Omissão

O MPMA também aponta omissão do Município na fiscalização. Segundo informações da Secretaria Municipal de Urbanismo, a empresa foi notificada para regularizar a situação, mas não adotou providências.

A Blitz Urbana informou que, desde 2023, foram emitidas três notificações e aplicado um auto de infração em 2025, porém a irregularidade permanece.

Para o promotor, a falta de adequação por parte da empresa e a ausência de medidas efetivas do poder público levaram à judicialização do caso.
Pedidos de liminar

Na ação, o MPMA solicita que a Justiça determine que a Havan inicie, em até 30 dias úteis, o processo de licenciamento específico para o equipamento publicitário.

Também pede que o Município, por meio dos órgãos responsáveis, analise o pedido com prioridade e conclua o processo administrativo em até 90 dias, sob pena de multa diária.
Pedidos finais

Ao final do processo, o Ministério Público requer que, caso a licença não seja concedida ou a empresa não regularize a situação, seja determinada a retirada da estrutura.

O órgão também pede a condenação da empresa e do Município ao pagamento de indenização por dano moral coletivo, a ser destinada ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos, em razão da poluição visual e da falha na fiscalização.

Justiça manda Prefeitura assumir linhas de ônibus em São Luís





A Prefeitura de São Luís terá que assumir, em até 48 horas, a operação das linhas do Lote 2 do transporte público, após decisão judicial motivada pela paralisação total do Consórcio Via SL, que alegou incapacidade financeira para continuar o serviço.

A medida declara a caducidade do contrato, encerrando a concessão por culpa da empresa, formada pela Expresso Rei de França e Expresso Grapiúna, devido ao descumprimento das obrigações contratuais.

Com isso, o município poderá operar diretamente as linhas ou contratar outra empresa em caráter emergencial para garantir o atendimento à população.

A Justiça também autorizou o uso de até 30 ônibus alugados, mediante pagamento mensal de R$ 10 mil por veículo em conta judicial.

A decisão ainda recomenda a manutenção dos empregos dos rodoviários, com prioridade na recontratação dos trabalhadores.

Durante a audiência, foi informado que a empresa enfrenta grave crise financeira e não tem condições de retomar as atividades.

Além disso, o setor de transporte segue em alerta: o sindicato da categoria apontou risco de greve por descumprimento de reajuste salarial em outras empresas que operam na capital.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Conciliação Itinerante vai atender a população de quatro municípios maranhenses





O Tribunal de Justiça do Maranhão, por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec/TJMA), realizará uma série de atendimentos do projeto Conciliação Itinerante em quatro municípios do estado. A iniciativa levará serviços de mediação e conciliação à população de Bacuri (13/4), Cururupu (14/4), Santa Helena (15/4) e São Bento (16 e 17/4), promovendo acesso à Justiça de forma rápida e gratuita.

Durante a ação, cidadãos poderão resolver conflitos por meio do diálogo, com apoio de conciliadores do Poder Judiciário. Serão atendidas tanto demandas pré-processuais, que ainda não possuem processo judicial, quanto casos já judicializados, desde que ainda seja possível a conciliação.

SERVIÇOS

Divórcio consensual;
Reconhecimento ou dissolução de união estável;
Reconhecimento espontâneo de paternidade;
Coleta de DNA para investigação de paternidade;
Pensão alimentícia;
Regulamentação de guarda;
Renegociação de dívidas;
Outros serviços de natureza consensual.

O agendamento pode ser feito pelo WhatsApp do Nupemec: (98) 2055-2283, ou por meio de formulário eletrônico disponível no Portal do TJMA. Pessoas que comparecerem sem agendamento também serão atendidas e orientadas.

Confira os locais e as datas de atendimento:

13/4 – Bacuri

Rua da Alegria

(Em frente ao Fórum Des. Sebastião Leopoldo Mesquita Campos)

8h às 17h

14/4 – Cururupu

Praça do Carvalho, s/n – Centro

8h às 17h

15/4 – Santa Helena

Avenida Beira Rio, s/n

(Em frente aos quiosques)

8h às 17h

16 e 17/4 – São Bento

Avenida Beira Rio, s/n, Centro

(Em frente a Praça José Sarney)

8h às 17h

domingo, 5 de abril de 2026

Projeto sobre antissemitismo divide opiniões entre censura e proteção a judeus


Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

De autoria da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), um projeto de lei que define antissemitismo divide especialistas entre aqueles que veem na proposta um avanço na discussão de proteção à comunidade judaica e quem enxerga nela um risco à liberdade de expressão.
 

O principal ponto de tensão está no modelo de conceituação. O texto classifica como antissemitas, por exemplo, manifestações que "podem ter como alvo o Estado de Israel, encarado como uma coletividade judaica", ou que comparem as políticas israelenses às dos nazistas.
 

A base são os critérios adotados pela Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (ou IHRA, na sigla em inglês). A ideia do projeto é criar uma definição formal de antissemitismo no Brasil que possa orientar a criação de políticas públicas e ações educativas.
 

Especialistas consultados pela reportagem concordam que a criação de uma taxonomia seria positiva, mas se dividem sobre a proposta. Parte defende o molde do projeto ou a adoção de uma versão à brasileira, enquanto outra alerta para o risco de censura e interdição do debate.
 

A IHRA é um organismo multilateral do qual o Brasil deixou de fazer parte em 2025. Segundo diplomatas ouvidos à época, a adesão, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), foi feita de maneira inadequada. A controvérsia reside exatamente na definição de antissemitismo.
 

O professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Michel Gherman, coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos, é um dos que vê com preocupação a adoção do modelo da IHRA. Para ele, a proposta mistura a definição de antissemitismo com limites à crítica a Israel.
 

Gherman afirma que discussões sobre Israel e a questão palestina existem e fazem parte do debate, não deveriam ser interditadas. "Podem ser debates duros, radicais, com os quais eu tenho desconforto, mas se você deslegitima, propõe uma censura."
 

O professor alerta para os riscos práticos da aprovação de uma medida como essa citando o exemplo do Escola sem Partido, que visava combater uma suposta doutrinação no ensino. Mesmo sem uma ampla implementação legal, já teria gerado autocensura entre professores.
 

Já o coordenador-geral do Museu do Holocausto, Carlos Reiss, defende o parâmetro da IHRA por ele já ter sido pensado como uma ferramenta para governos e instituições públicas. Esse critério também abre espaço para um diálogo internacional sobre o tema, diz.
 

"Até hoje, a definição que melhor conseguiu encarar a necessidade de ser usada como base para políticas públicas é a definição da IHRA", continua ele, mas "não existe uma necessidade de se pegar a definição da IHRA ipsis litteris e traduzir para cá".
 

"Querendo ou não, a definição é uma tradução. Se as palavras originais já trazem ambiguidades, a tradução muitas vezes pode ser problemática", afirma Reiss. "Iniciativas internacionais de definição necessária podem e devem ser ajustadas por cada país."
 

Mas o dirigente sustenta, antes de tudo, que o debate seja feito. Ele critica grupos que misturam questões políticas, partidárias e ideológicas sobre Israel com o próprio reconhecimento da existência de ódio e preconceito sofrido por judeus brasileiros.
 

Após a apresentação do projeto, a equipe de Tabata relatou ataques dirigidos à deputada pelas redes sociais. Segundo a assessoria da congressista do PSB, uma equipe de advogados estuda registrar um boletim de ocorrência contra as falas mais graves.
 

A lista de autores do projeto é encabeçada por ela, mas foi composta por uma miscelânea de deputados, incluindo Kim Kataguiri (Missão-SP), Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Otoni de Paula (MDB-RJ), Gilvan da Federal (PL-ES) e Heloísa Helena (Rede-RJ).
 

No dia 30, congressistas, em especial do PT, pediram a retirada de assinaturas: Heloísa Helena, Reginaldo Veras (PV-DF), Welter (PT-PR), Vander Loubet (PT-MS) Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), Luiz Couto (PT-PB), Ana Paula Lima (PT-SC) e Reginaldo Lopes (PT-MG).
 

A despeito da repercussão, a proposta não tem perspectiva de votação. A bancada evangélica, mais inclinada a apoiar projetos de combate ao antissemitismo, ainda não se movimentou em favor do projeto. O PSB também vai analisar o texto para definir o melhor caminho.
 

Karl Schurster, livre docente pela Universidade de Pernambuco e assessor do Instituto Brasil Israel, diz que a preocupação da sociedade com o risco de censura e silenciamento é legítima, mas que isso pode ser resolvido no âmbito da discussão qualificada.
 

A definição de antissemitismo da IHRA não é a única no mundo. Existem outras vertentes, como da Declaração de Jerusalém, encampada por intelectuais israelenses e palestinos, e da Nexus, mais limitada, mas que tenta fazer uma mediação entre as duas.
 

"Se você olhar para as três, você não vai ser contra nenhuma delas, porque o objetivo final delas é o mesmo, o combate ao antissemitismo", afirma. "O fundamental é termos um acordo social e até político de que, sim, é importante definir o antissemitismo."
 

Professor de história, Schurster diz que, se entrasse na sala de aula, expusesse um mapa mundi e questionasse os alunos sobre onde fica Israel, 90% diriam que não sabem. "Mas todos são contra o sionismo, todos são contra a definição de antissemitismo", afirma.
 

"Estamos muito mais carregados por uma imagem de Israel que está na nossa cabeça do que propriamente sobre o conhecimento que a gente possui sobre isso", conclui ele. "Precisamos de um grande letramento social sobre antissemitismo."
 

De acordo com ele, independentemente do modelo conceitual, o importante seria uma definição à brasileira, que tivesse uma caracterização sobre antissemitismo que conversasse com todas essas linhas, mas também se adaptasse ao nosso contexto.

sábado, 4 de abril de 2026

BRB pede ao STF que bens do Master recuperados em delação sejam usados para ressarcir prejuízo




                                                           Foto: Divulgação



O BRB (Banco de Brasília) informou na noite desta quinta-feira (2) que acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar assegurar que a eventual recuperação de ativos do Banco Master seja usada para ressarcir o banco estatal pelos prejuízos provocados pelos negócios com o banco de Daniel Vorcaro.

Em fato relevante divulgado ao mercado, o banco estatal informou que apresentou uma petição com pedido de tutela cautelar ao STF para garantir prioridade na recuperação de valores que venham a ser identificados em investigações ou acordos de delação premiada.

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, iniciou uma negociação para colaborar com a Polícia Federal e o Ministério Público. Como mostrou a Folha de S. Paulo, os investigadores querem que ele aponte provas inéditas e informações sobre onde foi parar o dinheiro supostamente desviado.

Segundo o BRB, o pedido ao STF "visa a permitir a reserva de bens, ativos, créditos e fluxos financeiros que possam ser bloqueados, recuperados ou repatriados no curso das apurações -incluindo aqueles eventualmente associados a acordos de delação premiada".

No comunicado, o BRB ressalva que a iniciativa tem caráter preventivo e cautelar e que não há, neste momento, definição sobre valores a serem recuperados nem estimativa de eventuais perdas.

A atual administração do banco estatal entende que a instituição foi vítima de fraude e quer a reparação do prejuízo sofrido, ainda que as apurações preliminares apontem que funcionários do BRB teriam participado do esquema.

Segundo as investigações, o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos fraudulentos do Master. Apenas uma parcela desse prejuízo teria sido recuperada pelo banco, que agora está sendo cobrado pelo BC a apontar os recursos necessários para cobrir o rombo.

O montante necessário é de R$ 8,8 bilhões, de acordo com a atual administração do BRB. O valor, contudo, pode ser maior.

O pedido do BRB se apoia na legislação que trata de organizações criminosas -como a Lei nº 12.850/2013-, segundo a qual valores recuperados em investigações devem priorizar a reparação de danos às vítimas, enquadramento que a atual administração do banco estatal tenta emplacar.

quinta-feira, 26 de março de 2026

Facebook é condenado a indenizar usuário em São Luís


Facebook é condenado a indenizar usuário em São Luís

A empresa Facebook Serviços Online do Brasil Ltda foi condenada a pagar R$ 3 mil por danos morais a um usuário após suspender sua conta sem aviso prévio ou justificativa, em São Luís.

A decisão é da 7ª Vara do Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo, que também determinou o restabelecimento do perfil no Instagram do autor.

O usuário, que atua como comerciante no ramo de assistência e venda de celulares, informou que utilizava a rede social como principal ferramenta de divulgação dos seus produtos e serviços.

Segundo o processo, em novembro de 2025, ele foi surpreendido ao tentar acessar a conta e perceber que o perfil estava suspenso, sem qualquer aviso, explicação ou possibilidade de defesa.

Na ação, o Facebook alegou que a suspensão ocorreu por descumprimento das regras da comunidade, afirmando que houve notificação prévia.

No entanto, a juíza Maria José França Ribeiro destacou que a empresa não comprovou quais regras teriam sido violadas, nem apresentou justificativa clara para a medida.

A magistrada ressaltou ainda que, por se tratar de relação de consumo, o caso se enquadra no Código de Defesa do Consumidor, além de observar as normas do Marco Civil da Internet.

Para a Justiça, houve falha na prestação do serviço, especialmente pela ausência de esclarecimentos e pela falta de solução mesmo após tentativa administrativa do usuário.

Na sentença, a juíza reforçou que, embora a plataforma tenha o direito de definir regras e excluir perfis, a decisão precisa ser devidamente justificada.

Diante disso, o Judiciário entendeu que houve ilegalidade na suspensão da conta, determinando o pagamento de indenização e a reativação do perfil.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Abertas inscrições para casamento comunitário em Poção de Pedras





Estão abertas as inscrições para o Casamento Comunitário no município de Poção de Pedras. A iniciativa conta com o apoio da Corregedoria Geral do Foro Extrajudicial do Maranhão (COGEX) e beneficia gratuitamente casais em situação de vulnerabilidade econômica e social.

Nesta edição, o evento reunirá familiares e amigos em um momento de alegria, cidadania e integração social, conta também com o apoio da Prefeitura de Poção de Pedras, da Secretaria Municipal de Assistência Social e do Cartório de Ofício Único do município.

Serão contemplados até 120 casais que desejam oficializar gratuitamente sua união civil e que residem no município. A cerimônia está marcada para acontecer no dia 29 de maio, na Quadra Poliesportiva, situada à Rua 15 de Novembro.

Os casais interessados devem realizar a inscrição exclusivamente na Secretaria de Assistência Social, localizada na Rua 07 de Setembro, centro da cidade, no período de 23 de março a 17 de abril de 2026, no horário das 8h às 12h e das 14h às 18h, em dias úteis.

Para participar da cerimônia, os casais deverão apresentar a seguinte documentação:

• Certidão de nascimento dos nubentes, se solteiros;
• Certidão de óbito do cônjuge falecido, para nubentes viúvos;
• Certidão de casamento com averbação de separação judicial ou divórcio, para nubentes separados ou divorciados;
• Autorização dos pais ou responsáveis, caso um ou ambos os nubentes tenham entre 16 e 18 anos;
• Documento de identidade e CPF de ambos os nubentes;
• Comprovante de endereço dos noivos;
• Documento de identidade das testemunhas, se houver;
• Número de telefone atualizado para contato.

terça-feira, 24 de março de 2026

TJ-MA alerta sobre golpes aplicados pelo WhatsApp em nome de magistrados





O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) fez um alerta detalhado sobre golpes aplicados principalmente pelo WhatsApp, em que criminosos se passam por juízes, servidores ou advogados para enganar vítimas e obter dinheiro.

Esses golpistas usam nomes reais, fotos de autoridades, linguagem formal e até números de processos verdadeiros para dar aparência de legitimidade. Nas abordagens, costumam informar que a pessoa tem valores a receber na Justiça (como indenizações ou causas ganhas) e pedem pagamento de taxas ou envio de dados bancários para “liberar” o dinheiro.

O TJMA esclarece que não solicita pagamentos, dados bancários nem senhas por aplicativos de mensagem, e que também não realiza chamadas de vídeo para tratar desse tipo de assunto.

O tribunal explica que o WhatsApp pode ser usado oficialmente apenas para comunicações processuais, como intimações. Nesses casos, o servidor se identifica com nome, cargo e matrícula, envia documentos em PDF e pede a confirmação da identidade da pessoa — mas nunca solicita dinheiro. Se não houver resposta em até 48 horas, o contato pode ser feito por outros meios, inclusive presencialmente.

Entre os golpes mais comuns estão:

• Falsa liberação de preso mediante pagamento;
• Intimações falsas com links ou cobranças;
• Falsos advogados pedindo dinheiro para “andar” com processos;
• Promessas de acordos judiciais com pagamento antecipado;
• Avisos falsos de bloqueio de contas ou bens.

Embora a Justiça utilize o WhatsApp para comunicações como intimações, esses contatos seguem regras rígidas, sem envio de links ou cobrança de valores. O órgão orienta a população a desconfiar de mensagens que peçam dinheiro, não compartilhar dados pessoais e sempre verificar a autenticidade do contato antes de qualquer ação.

Tribunal de Contas do MA alerta 82 prefeituras por gasto com pessoal





O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão emitiu alerta a 82 prefeituras do Maranhão por irregularidades e risco fiscal nos gastos com pessoal, após análise dos Relatórios de Gestão Fiscal referentes ao 3º quadrimestre e ao 2º semestre de 2025.

Segundo a Secretaria de Fiscalização (Sefis), os dados foram enviados pelos próprios municípios por meio do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi). A avaliação identificou situações que podem descumprir limites previstos na legislação fiscal.

Com o alerta, as prefeituras devem adotar medidas imediatas para corrigir as distorções, evitando sanções administrativas e até penais.

Além disso, o secretário de Fiscalização, Fábio Alex de Melo, determinou a abertura de processos específicos de fiscalização. Nos casos mais graves, estão previstas auditorias para apurar responsabilidades.

De acordo com o tribunal, as ações vão se concentrar principalmente nos municípios que ultrapassaram o limite prudencial e nos que excederam o limite legal de gastos com pessoal, conforme estabelece a legislação fiscal vigente.

quarta-feira, 18 de março de 2026

STF condena deputados por emendas para cidade do MA

 

STF condena deputados por emendas para cidade do MA

Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, nesta terça-feira (17), dois deputados federais e um suplente do Partido Liberal (PL) pelo crime de corrupção passiva em um esquema envolvendo emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís.

Por 4 votos a 0, o colegiado aceitou a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE).

De acordo com a acusação, entre janeiro e agosto de 2020, os parlamentares teriam solicitado R$ 1,6 milhão em propina para liberar R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares destinadas à prefeitura de São José de Ribamar (MA).

O voto do relator do caso, ministro Cristiano Zanin, prevaleceu no julgamento. Segundo ele, existem provas robustas de que os acusados cometeram corrupção passiva ao solicitar vantagem indevida ao então prefeito do município, José Eudes, que denunciou o esquema.

O entendimento foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino, formando placar unânime na Primeira Turma do STF.

Durante a análise do processo, o colegiado também decidiu absolver os réus da acusação de organização criminosa.

A sessão do Supremo Tribunal Federal continua para a definição das penas que serão aplicadas aos condenados.

terça-feira, 17 de março de 2026

ECA Digital entra em vigor nesta terça; saiba o que muda





Já está valendo o novo Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). A medida passou a vigorar nesta terça-feira (17). Ela — Lei nº 15.211/2025 — foi sancionada em 18 de setembro de 2025.

Seu objetivo é o de atualizar a proteção de menores no país e deixá-la preparada para a era da internet atual, cada vez mais utilizada por bons e maus atores. A lei determina que empresas do setor de tecnologia criem mecanismos de certificação de idade e sistemas de supervisão parental.

Como pena, as companhias que não acatarem as medidas do ECA Digital poderão sofrer sanções que podem chegar a R$ 50 milhões por infração. A proposta, que agora é lei, ganhou força no debate político após uma denúncia feita pelo youtuber Felca, que revelou redes de exploração infantil e adultização de crianças nas plataformas digitais.

Quais são os principais pontos do ECA Digital?
Agora, entre as medidas que apps, jogos eletrônicos, redes sociais e serviços digitais precisarão aplicar, estão:

• Verificação de idade confiável;
• Ferramentas de supervisão familiar;
• Resposta ágil a conteúdos ilícitos;
• Regras específicas para o tratamento de dados e publicidade dirigida a menores.

As empresas passam a ter mais responsabilidades, devendo garantir mais segurança para o acesso de crianças e adolescentes.

STF retoma julgamento de deputado do MA por emendas





A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta terça-feira (17) o julgamento de três deputados federais do Partido Liberal (PL) acusados de desvio de emendas parlamentares, em um caso que envolve recursos destinados ao município de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís.

Os parlamentares investigados são Josimar Cunha Rodrigues, conhecido como Josimar Maranhãozinho; Gildenemir de Lima Sousa, o Pastor Gil; e João Bosco da Costa, o Bosco Costa.

Segundo a acusação, o grupo teria cobrado propina para liberar recursos públicos ao município maranhense. De acordo com a investigação, os deputados teriam solicitado ao então prefeito 25% do valor das emendas, cerca de R$ 1,6 milhão, para viabilizar o repasse de R$ 6,6 milhões em 2020.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta a existência de uma organização criminosa voltada à comercialização de emendas parlamentares. Conforme a denúncia, Josimar Maranhãozinho seria o líder do esquema, responsável pelo controle e pela destinação dos recursos.

Os três parlamentares respondem pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Ao todo, oito pessoas são rés no processo. Outros cinco investigados são acusados de intermediar o recebimento da propina.

O julgamento teve início na semana passada com a leitura do relatório pelo ministro Cristiano Zanin, relator do caso.

Pela acusação, a Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de todos os envolvidos. Já as defesas dos parlamentares solicitaram absolvição, alegando inocência e negando qualquer pedido de propina.

A sessão desta terça-feira deve ser retomada com o voto do relator, ministro Cristiano Zanin, seguido pelos votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Distribuidoras têm 72h para explicar aumento abusivo nos combustíveis




A Justiça do Maranhão determinou que distribuidoras de combustíveis citadas em uma Ação Civil Pública movida pelo Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon/MA) se manifestem, no prazo de 72 horas, sobre a denúncia de aumento considerado abusivo nos preços da gasolina e do óleo diesel no estado.

O processo tramita na Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís. Além da manifestação sobre o pedido de urgência, as empresas também devem apresentar contestação no prazo de 15 dias.

De acordo com a ação apresentada pelo Procon/MA, diversas distribuidoras teriam promovido aumentos imediatos e preventivos nos preços dos combustíveis, justificando os reajustes por possíveis instabilidades geopolíticas internacionais. No entanto, segundo o órgão, os aumentos teriam ocorrido antes mesmo de qualquer reajuste oficial nas refinarias nacionais ou de comprovação de elevação nos custos de aquisição pelas distribuidoras.

“Estamos atentos a qualquer prática que possa prejudicar o consumidor. Não é aceitável que aumentos sejam repassados à população sem a devida comprovação de custos ou antes de reajustes oficiais. Nosso objetivo com essa ação é garantir transparência na formação dos preços e proteger o bolso do consumidor maranhense”, afirma o presidente em exercício do Procon/MA, Ricardo Cruz.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Justiça intima salões de beleza em ação que apura irregularidades em São Luís





A Justiça do Maranhão determinou a intimação de salões de beleza em São Luís para que se manifestem em uma ação que apura possíveis irregularidades sanitárias, de biossegurança e de segurança contra incêndio nos estabelecimentos.

A decisão é do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da capital, que fixou prazo de 72 horas para que os salões se manifestem sobre o pedido de urgência apresentado na ação.

Além disso, foi marcada audiência de conciliação para o dia 08 de abril de 2026, às 10h.

Os estabelecimentos também deverão confirmar o recebimento da citação eletrônica em até três dias úteis. Caso isso não ocorra, a Justiça poderá determinar citação por outros meios, como correio ou oficial de justiça.

Os salões citados na ação são:

Be Beauty Calhau Serviços de Beleza e Saúde Ltda.


Be Beauty Serviços de Beleza e Saúde Ltda.


Centro de Beleza Eunice Queiroz


Márcia Lima Salão & Estética


Dot Beauty


Dom Concept Cabeleireiros


Lushe Beauty


Drili Beauty House


Autier Studio


Studium Jaqueline Mendes


Celso Kamura São Luís

A ação aponta que relatórios de fiscalização identificaram possíveis falhas nas condições sanitárias, processos de biossegurança e medidas de prevenção contra incêndio, o que poderia representar riscos à saúde e segurança dos consumidores.

Caso as irregularidades sejam confirmadas ao final do processo, os estabelecimentos poderão ser obrigados a regularizar os serviços e cumprir determinações judiciais previstas na ação.

terça-feira, 10 de março de 2026

STF julga deputados do Maranhão por suposto desvio de emendas

 

STF julga deputados do Maranhão por suposto desvio de emendas

Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, nesta terça-feira (10), a Ação Penal nº 2670, que envolve dois deputados federais do Maranhão acusados de participação em um suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares.

Entre os réus estão os deputados Josimar Cunha Rodrigues (PL-MA), conhecido como Josimar Maranhãozinho, e Gildenemir de Lima Sousa (PL-MA), conhecido como Pastor Gil. Também responde ao processo o ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE), conhecido como Bosco Costa. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo a acusação, os parlamentares teriam solicitado propina para liberar recursos de emendas parlamentares destinados ao município de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís.

De acordo com a PGR, o grupo teria pedido ao então prefeito José Eudes o pagamento de R$ 1,6 milhão, valor equivalente a 25% de R$ 6,67 milhões em emendas parlamentares enviadas ao município em 2020.

Além dos três políticos, outras cinco pessoas também respondem à ação penal, totalizando oito réus no processo.

As investigações começaram após uma notícia-crime apresentada pelo ex-prefeito de São José de Ribamar, que relatou cobranças e intimidações relacionadas à liberação dos recursos. Ele também negou participação em qualquer negociação irregular.

A denúncia foi apresentada inicialmente no Inquérito nº 4870 e, após ser aceita pela Primeira Turma do STF em março de 2025, foi transformada na Ação Penal nº 2670.

Segundo a acusação, Josimar Maranhãozinho seria o líder do grupo, responsável por controlar a destinação das emendas parlamentares. A Procuradoria-Geral da República afirma que esse papel aparece em diálogos entre os investigados e documentos obtidos durante as investigações, que indicariam a existência de uma organização criminosa voltada à comercialização de emendas.

Julgamento

Primeira Turma do STF reservou três sessões para analisar o caso. A primeira ocorre às 9h desta terça-feira (10), a segunda às 14h do mesmo dia e, se necessário, uma terceira sessão será realizada às 9h da quarta-feira (11).

(Foto: Arquivo/Reprodução)

O processo é relatado pelo ministro Cristiano Zanin. Também participam do julgamento os ministros Alexandre de MoraesCármen Lúcia e o presidente da Turma, Flávio Dino.

Durante a sessão, o relator fará a leitura do relatório do processo. Em seguida, o representante da Procuradoria-Geral da República e os advogados dos réus terão tempo para apresentar suas manifestações.

decisão será tomada por maioria de votos e, em caso de condenação, os ministros definirão as penas a serem aplicadas.