Crédito: DivulgaçãoRedes gratuitas em aeroportos, cafeterias e estabelecimentos comerciais podem facilitar o acesso de criminosos a informações pessoais e bancárias. Especialistas alertam que conexões abertas ou mal protegidas aumentam os riscos de roubo de senhas, credenciais e dados financeiros.
Um levantamento da empresa de cibersegurança Kaspersky analisou mais de 84 mil redes Wi-Fi gratuitas em cidades-sede da Copa do Mundo de 2026 e identificou que 17% utilizavam criptografia fraca ou não tinham proteção. Apenas 2,9% adotavam o protocolo WPA3, considerado o padrão mais moderno de segurança.
Um dos principais riscos é o golpe conhecido como “rede gêmea”. Criminosos criam uma conexão falsa com nome semelhante ou idêntico ao da rede oficial de um estabelecimento. Ao se conectar, o usuário pode ter parte do tráfego monitorado ou ser direcionado para páginas falsas para fornecer senhas e outras informações confidenciais.
Segundo Antônio Reis, professor do curso de Ciência da Computação da Estácio, as redes públicas podem expor usuários à interceptação de dados, roubo de credenciais e instalação de vírus e outros tipos de malware.
Por isso, a recomendação é evitar acessar aplicativos bancários, carteiras digitais, plataformas de compras, e-mails pessoais ou corporativos e sistemas com informações confidenciais enquanto estiver conectado a uma rede pública.
Também é importante saber que uma rede protegida por senha não é necessariamente segura. Muitas utilizam uma única senha para todos os clientes e isso não impede que criminosos criem redes falsas praticamente idênticas às originais.
Como navegar com mais segurança
O Wi-Fi público não precisa ser evitado em todas as situações. Para atividades simples, como consultar notícias ou pesquisar informações, a conexão pode ser utilizada, desde que alguns cuidados sejam adotados.
Uma das principais recomendações é utilizar uma VPN (Rede Privada Virtual), tecnologia que cria um canal criptografado entre o dispositivo e a internet, dificultando a interceptação das informações transmitidas.
Também é importante desativar a conexão automática do Wi-Fi, impedindo que o celular se conecte sozinho a redes desconhecidas.
Outras medidas recomendadas são navegar apenas em sites protegidos pelo protocolo HTTPS, manter a autenticação em dois fatores ativada nas contas e desconfiar de redes com nomes muito parecidos com os do estabelecimento.
Mensagens incomuns durante o processo de conexão também devem servir de alerta. O mesmo vale para avisos do navegador sobre certificados de segurança inválidos. Ignorar essas mensagens pode representar um risco para os dados.
A internet gratuita pode economizar alguns megabytes do plano de dados, mas um golpe virtual pode custar muito mais. Por isso, antes de tocar em “Conectar”, é importante avaliar se a economia realmente compensa o risco de expor dinheiro, documentos, senhas e informações pessoais.