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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Consumo de frutas segue baixo e preocupa no Maranhão





A dificuldade de manter uma alimentação saudável ainda faz parte da rotina de muitas famílias no Maranhão, especialmente diante do aumento dos preços e da correria do dia a dia. Um estudo aponta que apenas 22,5% dos adultos consomem a quantidade ideal de frutas e hortaliças recomendada por organismos de saúde.

A realidade é vivida por pessoas como Otília Duarte, de 45 anos, moradora do bairro da Liberdade, em São Luís. Vendedora de café da manhã, ela sustenta a família e relata que nem sempre consegue incluir frutas na alimentação. “Eu sei que fruta é importante, mas nem sempre dá pra comprar. Tem dia que a gente escolhe o que vai render mais”, afirma.

Segundo pesquisa publicada na revista científica Cadernos de Saúde Pública, embora 34% dos adultos consumam frutas e verduras com frequência, a maioria ainda não atinge o consumo diário recomendado de cerca de 400 gramas, equivalente a cinco porções.

De acordo com a nutricionista Jéssica Lustosa, fatores como preço, acesso e hábitos culturais influenciam diretamente nesse cenário. Muitas frutas regionais são sazonais e nem sempre chegam com facilidade ou valor acessível aos centros urbanos.

Além disso, a praticidade dos alimentos ultraprocessados e a rotina acelerada contribuem para escolhas menos saudáveis. Esses produtos, segundo a especialista, acabam “viciando” o paladar e reduzindo o interesse por alimentos naturais.

Os impactos atingem todas as idades. Em crianças, o baixo consumo pode causar deficiência de vitaminas e obesidade. Já em adultos, aumenta o risco de hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares, além de comprometer o funcionamento do sistema digestivo.

Mesmo diante das dificuldades, especialistas apontam estratégias simples para melhorar a alimentação, como priorizar frutas da estação, comprar em feiras locais e deixar os alimentos já higienizados para facilitar o consumo no dia a dia.

Para Otília, a mudança acontece aos poucos. “Nos dias em que a feira está mais barata, eu compro banana e melancia e dou para a minha neta”, conta. Entre desafios e adaptações, ela segue tentando equilibrar as escolhas e manter uma rotina mais saudável.

terça-feira, 24 de março de 2026

Veja como escolher e conservar peixe com segurança na hora da compra

 

Veja como escolher e conservar peixe com segurança na hora da compra

Com a chegada da Semana Santa, aumenta a procura por peixes e frutos do mar nas feiras, supermercados e mercados municipais. De acordo com a Associação Brasileira de Fomento ao Pescado, a tradição católica de abstinência de carne vermelha durante a Quaresma e a Semana Santa elevam em pelo menos 20% o consumo desses itens. Tilápia, sardinha, merluza e pescada estão entre os que lideram a preferência do consumidor no período.

A nutricionista Laís Campos, do Grupo Mateus, dá algumas dicas não só para escolher a melhor opção de peixe fresco, mas também para conservar o produto em casa. Segundo a especialista, observar a aparência e o cheiro do alimento é essencial. “Peixes frescos apresentam olhos brilhantes e salientes, guelras de coloração vermelho-viva, pele úmida e brilhante e carne firme, que retorna ao formato original quando pressionada”, explica.

Ela também alerta que o odor deve ser suave e característico do pescado. “Tanto na loja quanto em casa, o produto deve ser mantido sob refrigeração adequada, preferencialmente sobre gelo”, orienta.

A dona de casa Odete Oliveira, de 46 anos, moradora do bairro Cohatrac IV, já tem uma estratégia para evitar a correria e os preços mais altos perto da Semana Santa. Todos os anos, ela prefere comprar o pescado com antecedência e armazenar no freezer. Segundo ela, a prática já virou tradição em casa. “Eu costumo comprar o peixe alguns dias antes. Assim evito filas e também consigo escolher com mais calma. Sempre fiz assim e sempre deu certo”, conta.

Para a dona de casa, além de facilitar a organização da rotina, a antecipação também ajuda a garantir que o alimento esteja disponível na hora de preparar as refeições da Semana Santa.

Como conservar o peixe em casa

Após a compra, os cuidados devem continuar para evitar que o alimento estrague rapidamente. A recomendação é voltar a refrigerar o pescado o mais rápido possível. De acordo com Laís Campos, quando o consumo for feito em até dois dias, o peixe pode ser armazenado na geladeira. “O ideal é guardá-lo em recipientes bem fechados ou embalagens adequadas, evitando contato com outros alimentos”, explica.

Caso o preparo não seja imediato, o congelamento é a melhor alternativa. “O congelamento ajuda a preservar a qualidade e a segurança do alimento por mais tempo. Também é importante evitar sucessivos descongelamentos, pois isso pode comprometer a qualidade do pescado”, destaca.

Cuidados no preparo

Além da escolha e da conservação correta, a forma de manipular o peixe na cozinha também exige atenção. A nutricionista orienta que boas práticas de higiene são fundamentais para evitar contaminações alimentares. “É essencial lavar bem as mãos antes e depois do manuseio, higienizar utensílios e superfícies e evitar a contaminação cruzada entre alimentos crus e alimentos já prontos para consumo”, explica.

Ela também reforça que o pescado deve permanecer refrigerado até o momento do preparo e, sempre que possível, passar por cocção adequada. “Essas medidas contribuem para garantir a segurança alimentar e reduzir o risco de doenças transmitidas por alimentos”, conclui Laís Campos.

*Com informações de Jherry Dell’Marh da Cores Comunicação