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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Anvisa amplia investigação sobre mortes suspeitas

 

Anvisa amplia investigação sobre mortes suspeitas

Agência Nacional de Vigilância Sanitária investiga 65 mortes notificadas após o uso de medicamentos injetáveis indicados para diabetes e emagrecimento, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras. Segundo o órgão regulador, os registros abrangem o período entre dezembro de 2018 e dezembro de 2025 e superam números divulgados anteriormente.

Até o início deste mês, eram seis mortes sob apuração e 225 relatos de eventos adversos. Agora, o total de notificações chegou a 2.436, incluindo os 65 óbitos suspeitos. A Anvisa esclarece que não conduz investigações individualizadas sobre cada morte. O trabalho consiste na análise técnica das notificações recebidas no sistema de farmacovigilância, avaliando o conjunto de dados para identificar possíveis alterações no perfil de segurança e eficácia dos medicamentos.

Entre os remédios citados estão produtos à base de semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, ambos fabricados pela Novo Nordisk. Também aparecem a liraglutida e a tirzepatida, substância presente no Mounjaro, produzido pela Eli Lilly.

Parte das ocorrências envolve ainda canetas produzidas por farmácias de manipulação ou por laboratórios sem autorização sanitária. Há também registros de produtos que entram no país por contrabando e são vendidos de forma clandestina, o que amplia os riscos ao consumidor.

A agência destaca que a existência de notificação não significa que o medicamento tenha sido a causa direta da morte. A apuração considera fatores como doenças pré-existentes, uso concomitante de outros remédios e condições clínicas dos pacientes. O processo de análise é descrito como técnico e demorado, exigindo avaliação científica detalhada.

No último dia 9 de fevereiro, a Anvisa emitiu um alerta sobre o risco de pancreatite associado ao uso dessas medicações. A Eli Lilly informou que a inflamação do pâncreas é descrita na bula do Mounjaro como reação adversa incomum e orientou pacientes a procurar atendimento médico caso apresentem sintomas suspeitos, suspendendo o tratamento até avaliação profissional. A Novo Nordisk declarou que o risco também está previsto nas bulas aprovadas no Brasil e afirmou que o aumento de notificações no país e no exterior reforça a necessidade de intensificar as orientações de segurança aos usuários.