O vice-prefeito de Fortaleza dos Nogueiras, Rui Arruda, foi preso na manhã desta terça-feira (10) durante uma nova fase de uma operação da Polícia Civil do Maranhão que investiga a atuação de uma suposta “milícia digital” responsável por produzir e disseminar fake news no município.
Segundo as investigações, o grupo seria responsável por divulgar conteúdos falsos contra autoridades da cidade, entre elas a prefeita Dra. Fernanda.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o vice-prefeito sendo abordado e revistado por policiais durante a operação.
A Polícia Civil do Maranhão informou que a operação segue em andamento e que novas informações devem ser divulgadas nas próximas horas.
A Operação Fake Stop foi deflagrada na manhã desta terça-feira (03) pela Polícia Civil do Maranhão para cumprir quatro mandados de busca e apreensão nos estados do Tocantins e da Paraíba. A ação investiga a disseminação de fake news produzidas com uso de inteligência artificial contra autoridades públicas maranhenses.
Confira também na matéria em áudio de Humberto Fernandes:
A operação foi coordenada pela Polícia Civil do Maranhão, por meio da 10ª Delegacia Regional de Imperatriz e do Centro de Inteligência, com apoio das polícias civis do Tocantins e da Paraíba. Foram cumpridos três mandados em Palmas (TO) e um em João Pessoa (PB).
Durante as buscas, foram apreendidos celulares e notebooks, que passarão por perícia para identificar a origem, autoria e possível financiamento do material investigado.
De acordo com a apuração, os investigados teriam produzido e divulgado vídeos manipulados digitalmente, com uso de imagens e vozes sintéticas geradas por inteligência artificial, para atribuir declarações falsas a agentes públicos.
Entre os alvos das publicações estavam o governador do Maranhão, Carlos Brandão; o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral; o ministro dos Esportes, André Fufuca; e o secretário municipal de Saúde de Imperatriz, Flamarion Amaral.
Segundo a polícia, os conteúdos eram impulsionados por meio de serviços de publicidade paga em redes sociais, com segmentação geográfica voltada para a região de Imperatriz, o que indica planejamento e possível motivação político-eleitoral.
As medidas cautelares foram autorizadas pelo juiz Marcos Antônio Oliveira, da 1ª Central das Garantias da Comarca de Imperatriz. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e promover a responsabilização penal dos autores.