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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Ônibus do sistema urbano voltam a circular em São Luís neste sábado (07)

 

Ônibus do sistema urbano voltam a circular em São Luís neste sábado (07)

Após uma reunião mediada pelo Ministério Público do Maranhão, ficou definido que os ônibus do transporte público urbano de São Luís voltam a circular a partir das meia-noite deste sábado (7).

O encontro reuniu representantes dos rodoviários, das empresas de transporte e da Prefeitura de São Luís e ocorreu na sede das Promotorias de Justiça do Consumidor. No acordo, os sindicatos garantiram o retorno imediato da frota, sem novas paralisações.

Também foi definido que os salários atrasados dos trabalhadores serão pagos integralmente até terça-feira (10). Caso o compromisso não seja cumprido, a categoria poderá retomar a greve na quarta-feira (11).

Paralelamente, o Ministério Público ingressou com uma ação civil pública contra a Prefeitura, empresas e consórcios do sistema. Entre os pedidos, está o aumento do subsídio pago por passageiro, de R$ 1,35 para R$ 2,15.

A paralisação dos rodoviários chegou ao oitavo dia nesta sexta-feira (6), mesmo após decisão do Tribunal Regional do Trabalho determinando o fim da greve. Até então, apenas linhas do sistema semiurbano operavam na Grande Ilha, sem acesso aos terminais de integração.

Justiça endurece com empresas de ônibus

 

Justiça endurece com empresas de ônibus

O Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região decidiu adotar medidas mais rígidas contra as empresas do transporte urbano de São Luís após o não cumprimento do acordo coletivo que previa o encerramento da greve dos rodoviários. A Corte foi comunicada, na manhã desta sexta-feira (6), de que os ônibus não retornaram às ruas e que trabalhadores encontraram garagens fechadas.

Segundo o vice-presidente e corregedor do TRT-MA, desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho, o momento atual não é mais de negociação, mas de execução de um acordo já formalizado judicialmente. Diante do descumprimento, o magistrado determinou o bloqueio como forma de assegurar o cumprimento da decisão.

Além disso, foi feita advertência de que novas irregularidades podem levar à desconsideração da personalidade jurídica das empresas, fazendo com que a responsabilidade recaia diretamente sobre os sócios.

A retomada do serviço havia sido anunciada na noite de quinta-feira, dia 5, após reunião realizada no sindicato dos rodoviários e decisão judicial que autorizou o fim da paralisação. Na ocasião, a direção sindical informou que a categoria estava liberada para retornar às atividades.

Mesmo com o anúncio, parte dos motoristas não se apresentou nas garagens nesta sexta-feira, impedindo a saída dos coletivos e prolongando a interrupção do transporte público na capital. Representantes das empresas afirmam que os veículos estavam prontos para operar, mas apontam a ausência de trabalhadores como principal motivo para a continuidade da paralisação.

Com isso, o processo entra em uma nova etapa, com o TRT intensificando as medidas para garantir o cumprimento do acordo e o restabelecimento do transporte coletivo, serviço essencial para a população de São Luís.

MPMA pede aumento do subsídio e nova frota de ônibus

 

MPMA pede aumento do subsídio e nova frota de ônibus

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) entrou com uma Ação Civil Pública nesta sexta-feira (6) para enfrentar a crise no transporte coletivo de São Luís, agravada pela greve iniciada em 30 de janeiro. A ação, assinada pela promotora Lítia Cavalcanti, solicita à Prefeitura que eleve o subsídio pago às empresas de R$ 1,35 para R$ 2,15 por passageiro, valor considerado suficiente para cobrir os custos do sistema e evitar novas paralisações motivadas por reajustes salariais.

Além do subsídio, o MPMA estabelece condições para melhorar o serviço: a inclusão de 100 novos ônibus nos próximos seis meses, sendo que pelo menos 35% da frota deve contar com ar-condicionado, e a retirada imediata de circulação de veículos com mais de 10 anos de fabricação. O órgão ressalta que a frota atual apresenta problemas crônicos, como falta de manutenção, GPS inoperante e superlotação, reflexo de falhas na gestão da concessão municipal que se arrastam há cerca de cinco anos.

No âmbito trabalhista, a situação se agravou nesta sexta-feira. O Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16) determinou o bloqueio de bens das empresas de transporte urbano após constatar que os ônibus permaneceram nas garagens, mesmo após acordo firmado com os trabalhadores. O desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho alertou que, caso a resistência continue, a responsabilidade poderá recair diretamente sobre os bens pessoais dos sócios.

Os principais pedidos do Ministério Público incluem:

  • Aumento do subsídio: de R$ 1,35 para R$ 2,15 por passageiro.

  • Frota nova: entrada de 100 ônibus em até seis meses.

  • Climatização: pelo menos 35% da nova frota com ar-condicionado.

  • Limite de idade: retirada de veículos com mais de 10 anos (convencionais) ou 12 anos (articulados).

  • Transparência: perícia judicial nas planilhas de custos das empresas.

A ação busca garantir a prestação de um transporte coletivo seguro e eficiente, atendendo à população da capital e evitando novas paralisações.