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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Pesquisadores recuperam mais de 40 páginas perdidas do Novo Testamento



                                Foto: Universidade de Glasgow


Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Glasgow recuperou 42 páginas perdidas de um dos manuscritos mais importantes do Novo Testamento.

As páginas pertencem ao Codex H, uma cópia em grego datada do século 6 das cartas atribuídas a São Paulo, um dos principais apóstolos de Cristo e autor de 13 cartas do Novo Testamento. A descoberta foi divulgada pela Universidade de Glasgow em seu site oficial.

O manuscrito, originalmente um volume completo, foi desmontado no século 13 no Mosteiro Great Lavra, no Monte Athos, na Grécia. Devido ao alto custo do pergaminho, suas páginas foram raspadas e reutilizadas pelos monges como material de encadernação e folhas de apoio para outros manuscritos. Com o tempo, as peças sobreviventes espalharam-se por bibliotecas na Itália, Grécia, Rússia, Ucrânia e França.

Para recuperar as páginas, a equipe liderada pelo professor Garrick Allen utilizou uma técnica avançada de imagem. Conhecida como "tecnologia de imagem multiespectral", ela é capaz de detectar vestígios de tinta invisíveis a olho nu e recuperar "textos fantasmas" que não existem mais fisicamente.

"O avanço veio de um ponto de partida importante: sabíamos que, em algum momento, o manuscrito foi reescrito. Os componentes químicos da nova tinta causaram um dano de 'decalque' nas páginas opostas, criando essencialmente uma imagem espelhada do texto na folha contrária, às vezes deixando traços em várias páginas de profundidade, quase invisíveis a olho nu, mas muito claros com as mais recentes técnicas de imagem", disse o professor Garrick Allen, da Universidade de Glasgow.

O texto recuperado contém trechos conhecidos das Cartas de Paulo, mas oferece uma nova visão sobre como o Novo Testamento foi compreendido ao longo dos séculos. "Ela lança uma nova luz sobre as pessoas que produziram e utilizaram o manuscrito, a maneira como interagiam com seus textos sagrados e as formas como os livros eram reutilizados quando se degradavam", segundo o texto da universidade.

Listas de capítulos antigos: As páginas contêm os exemplos mais antigos conhecidos de listas de capítulos para as Cartas de Paulo, que diferem drasticamente de como dividimos essas cartas hoje.

Visão dos escribas: Os fragmentos mostram como os escribas do século 6 corrigiam, anotavam e interagiam com os textos sagrados.

Reciclagem medieval: O estado físico do manuscrito revela como obras sagradas eram reutilizadas e adaptadas para novos fins quando sofriam danos ou desgaste.

"Dado que o Codex H é um testemunho tão importante para a nossa compreensão das escrituras cristãs, ter descoberto qualquer nova evidência -quanto mais nesta quantidade- de como ele era originalmente, é nada menos que monumental", disse o professor Garrick Allen, da Universidade de Glasgow.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Após sucesso em estreia de plataforma, MEC Livros anuncia ampliação de acervo e novo mecanismo de empréstimo




                            Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil



A plataforma MEC Livros contará com um acervo maior para o público. Em celebração ao Dia Mundial do Livro comemorado na última quinta-feira (23), o Ministério da Educação anunciou em evento realizado em Brasília que contou com a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, celebrou o sucesso da plataforma e anunciou as novidades para o projeto.

Outra novidade para os leitores é o novo mecanismo de empréstimo e devolução. Usuários que tiverem lido ao menos 10% da obra poderão devolvê-la antecipadamente e realizar um novo empréstimo. O mesmo valerá para quem já tiver concluído 90% ou mais do conteúdo e desejar encerrar a leitura antes do prazo.




                                       Foto: Bruna Araújo/ MEC



Atualmente, a devolução só pode ser feita após 14 dias, independentemente da conclusão da leitura. É permitido o empréstimo de até duas obras por mês por CPF.


“O processo de ampliação e melhoria do MEC Livros é contínuo. A maior reclamação que a gente recebeu foi que as pessoas liam rápido e queriam devolver o livro para poder pegar outro e ler mais ainda. Então, a partir de amanhã, o empréstimo não se limitará ao prazo de 14 dias. Você também poderá começar a ler o seu livro e, se não gostou, devolver e pegar outro”, explicou o ministro.


O MEC Livros faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura estabelece metas para ampliar o número de leitores no país até 2036.


Elaborado de forma conjunta pelo MEC e pelo MinC, o novo plano estabelece metas alinhadas às diretrizes da Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), regulamentada por decreto em 2025.


Entre os principais objetivos estão ampliar o acesso ao livro em todo o país, incentivar a produção literária nacional e o fortalecimento da cadeia produtiva do livro, bem como apoiar espaços de leitura, em especial bibliotecas públicas, escolares e comunitárias.


"Precisamos fomentar a leitura no Brasil. É muito importante para a nossa soberania que a gente se identifique com os livros, se identifique com nossa literatura, que a gente leia nossos autores e conheça nossa história". Leonardo Barchini, ministro da Educação.