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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Mais de 60 mil famílias podem perder o desconto na conta de energia no MA


Crédito: Arquivo/Divulgação


Mais de 60 mil famílias da região sul do Maranhão precisam atualizar os dados no Cadastro Único (CadÚnico) para manter o desconto da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). O levantamento da Equatorial Maranhão aponta que mais de 350 mil beneficiários em todo o estado possuem pendências cadastrais que podem resultar na perda do benefício.

Na região sul, Imperatriz lidera o número de atualizações pendentes, com mais de 15 mil famílias. Em seguida aparecem Açailândia (6.128), Balsas (4.968), Buriticupu (4.052) e Grajaú (3.025).

Outro dado que chama a atenção é que mais de 400 mil famílias maranhenses têm direito à Tarifa Social de Energia Elétrica, mas ainda não estão cadastradas no programa.

A Tarifa Social garante descontos na conta de energia para consumidores de baixa renda que atendem aos critérios estabelecidos pelo Governo Federal. Por isso, a atualização do CadÚnico é fundamental para evitar a perda do benefício e garantir que novas famílias possam ser incluídas no programa.

Segundo a gerente de Relacionamento com o Cliente da Equatorial Maranhão, Laise Rabelo, manter os dados atualizados é essencial para assegurar a continuidade do desconto e ampliar o acesso das famílias que ainda têm direito ao benefício, mas permanecem fora do programa.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Emendas: educação cai, assistência sobe

 

Emendas: educação cai, assistência sobe

Em 2026, o Congresso destinou 10% menos recursos em emendas parlamentares para a educação, enquanto aumentou em 57% a previsão de gastos para a assistência social, que abrange desde distribuição de refeições até manutenção de unidades de acolhimento para pessoas com dependência de álcool e drogas.

Dados do Orçamento indicam ainda crescimento de 16,4% na verba voltada ao urbanismo, utilizada em obras de infraestrutura, como construção de vias e reparos em praças públicas.

O movimento das emendas ocorre em ano eleitoral, quando parlamentares priorizam ações de maior visibilidade social. Pela primeira vez, parte dessas indicações terá pagamento obrigatório antes do início da campanha. Os números fazem parte de relatório da Central das Emendas, plataforma que compila dados sobre o Orçamento, divulgado nesta sexta-feira (6).

Entre as modalidades analisadas, as emendas Pix, em que os parlamentares transferem diretamente recursos a estados e municípios, registraram queda pelo segundo ano consecutivo, somando R$ 6,93 bilhões, valor 1,2% menor do que em 2025. Decisões do STF exigem que seja apresentado um plano de uso para esses recursos.

O relatório aponta ainda que a verba discricionária do governo federal teve alta de 11,3%, enquanto as emendas parlamentares cresceram 2,9%. Essa fatia do Orçamento é utilizada em investimentos e custeio de políticas públicas, com maior flexibilidade, pois não é destinada a pagamentos obrigatórios, como salários.

Segundo Bruno Bondarovsky, gestor da Central das Emendas, os parlamentares reduziram recursos de algumas áreas para ampliar o fundo eleitoral. Ele observa que, com a maior parte das emendas voltadas à saúde e assistência social, a população mais vulnerável tem mais contato com os parlamentares por meio de programas como os CRAS e o CadÚnico.

A saúde segue sendo o principal destino das emendas, com cerca de R$ 26,3 bilhões, representando 54,4% dos R$ 49,9 bilhões reservados a deputados e senadores. Já os recursos para educação caíram R$ 174,9 milhões, totalizando R$ 1,54 bilhão, tornando o setor o quarto principal destino das indicações.

Desde 2015, mudanças constitucionais e legislativas tornaram parte das emendas obrigatórias, aumentando o controle e a participação do Congresso sobre o Orçamento. O avanço se intensificou a partir de 2020, quando o volume de emendas passou de R$ 18,3 bilhões para R$ 48,5 bilhões, considerando valores atualizados pela inflação, impulsionado principalmente pelas emendas de relator, posteriormente declaradas inconstitucionais pelo STF.

Hoje, emendas parlamentares ainda representam mais de um terço dos recursos de cinco ministérios e chegam a 68,7% da verba discricionária do Turismo, o que limita o planejamento do governo federal. Segundo Bondarovsky, a execução dessas emendas gera maior cobrança sobre o Executivo, pois cabe aos prefeitos, governadores e ao presidente lidar com as consequências de atrasos ou falhas no uso dos recursos.