quinta-feira, 2 de julho de 2026

Programa abre inscrição para mudança gratuita de categoria da CNH no Maranhão


Crédito: Reprodução/Internet


O SEST SENAT abriu as inscrições para o programa Mais Motoristas 2026, que oferece mudança gratuita da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para as categorias D e E. A iniciativa busca ampliar a formação de motoristas profissionais para os setores de transporte de passageiros e cargas no Maranhão.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pela internet, no período de 4 a 14 de julho, por meio do site oficial do programa.

Nesta edição, o programa contempla apenas a mudança de categoria da CNH. Os candidatos selecionados terão todas as etapas do processo custeadas pelo SEST SENAT, incluindo:Exames médicos;
Avaliação psicológica;
Exame toxicológico;
Aulas práticas em Centros de Formação de Condutores (CFCs);
Capacitação obrigatória na Escola de Motoristas Profissionais.
Quem pode participar

Podem se inscrever candidatos que:Tenham 19 anos ou mais;
Sejam alfabetizados;
Não tenham cometido infração gravíssima nos últimos 12 meses;
Atendam aos requisitos da categoria pretendida.

Para a categoria D, é necessário possuir CNH categoria B há pelo menos um ano. Já para a categoria E, o candidato deve ter habilitação nas categorias C ou D há, no mínimo, 12 meses.
Critérios de seleção

O edital estabelece critérios de desempate para os candidatos. Terão prioridade:Pessoas desempregadas;
Candidatos com maior número de dependentes diretos.
Objetivo do programa

O Mais Motoristas 2026 tem como objetivo ampliar a qualificação de profissionais para um setor que enfrenta déficit de motoristas em diversas regiões do país. A iniciativa busca aumentar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho e atender à crescente demanda do transporte de cargas e passageiros.

O edital completo, com todas as regras, etapas e critérios de seleção, está disponível na plataforma oficial do programa, onde também devem ser realizadas as inscrições.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Governador Carlos Brandão acompanhado com o senador Weverton Rocha participou do lançamento do Plano Safra em Brasília


Crédito: Divulgação


O governador Carlos Brandão participou, na terça-feira (30), em Brasília, do lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O programa prevê R$ 97,3 bilhões em investimentos para fortalecer a agricultura familiar em todo o país, sendo R$ 85,2 bilhões destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Divulgação

O novo Plano Safra reúne medidas voltadas ao fortalecimento da produção rural, com crédito rural, juros reduzidos, assistência técnica, seguro rural, incentivo à produção sustentável e ações para ampliar a comercialização de alimentos.

Durante o evento, Carlos Brandão destacou que o Maranhão tem ampliado os investimentos na agricultura familiar por meio de políticas públicas voltadas à produção e geração de renda.

Divulgação

Segundo o governador, entre as iniciativas desenvolvidas pelo estado estão a regularização fundiária, a distribuição de patrulhas mecanizadas, a oferta de assistência técnica, a entrega de sementes selecionadas e a compra da produção por meio do Programa de Compras da Agricultura Familiar (Procaf), que abastece Restaurantes Populares, creches e escolas estaduais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o fortalecimento da agricultura familiar contribui para o crescimento da economia e para a circulação de renda nos municípios, além de incentivar a produção de alimentos.

No Maranhão, o Governo do Estado mantém programas voltados ao fortalecimento da agricultura familiar, incluindo o Programa Maranhão Livre da Fome, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), a Feira Maranhense da Agricultura Familiar (Femaf), o Programa Tempo de Semear, além de ações de incentivo ao cooperativismo, à mecanização agrícola e à comercialização da produção rural.

Plataforma digital mapeia bumba meu boi e fortalece tradição no Maranhão


Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil


A tecnologia está se tornando uma importante aliada na preservação da cultura popular maranhense. Um projeto desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) criou uma plataforma digital que reúne informações sobre 103 grupos de bumba meu boi da Grande Ilha, utilizando ferramentas de georreferenciamento para valorizar, preservar e ampliar o acesso a uma das manifestações culturais mais emblemáticas do Brasil.

Batizada de Caminhos da Boiada, a plataforma permite localizar, em um mapa interativo, grupos de São Luís, Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar, além de disponibilizar informações como endereço, contatos, lideranças e redes sociais.

Criado em 2021, o projeto iniciou o trabalho de campo em 2023, quando pesquisadores percorreram comunidades, entrevistaram mestres e representantes de mais de 100 grupos e construíram um amplo banco de dados sobre a tradição. Segundo a coordenadora da iniciativa e professora da UFMA, Letícia Cardoso, o objetivo é aproximar a população dos locais onde o bumba meu boi mantém viva sua história.

“O georreferenciamento permitiu registrar cada comunidade visitada e construir um mapa que mostra, de forma visual, onde a manifestação acontece”, explica a pesquisadora.

Além de contribuir para estudos acadêmicos, a ferramenta facilita o acesso de moradores e turistas aos grupos culturais, fortalece a divulgação dos diferentes sotaques do bumba meu boi e amplia a visibilidade dos espaços dedicados à tradição maranhense.

A iniciativa também evidencia como a expansão da conectividade e das tecnologias digitais pode ir além da comunicação, tornando-se uma ferramenta de preservação da memória e do patrimônio cultural brasileiro.

Reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil e Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, o bumba meu boi é celebrado anualmente em 30 de junho, data que marca o Dia Nacional do Bumba Meu Boi e homenageia uma das maiores expressões da cultura popular brasileira, especialmente no Maranhão.

Maranhão recebe mais de R$ 34,2 milhões para infraestrutura cultural


Crédito: Giba/ MinC


Desde 2023, o Maranhão recebeu mais de R$ 34,2 milhões em investimentos federais destinados à infraestrutura cultural, beneficiando 15 municípios e uma população estimada em 2,48 milhões de pessoas. Os recursos são aplicados na implantação de Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs) da Cultura e na expansão da rede de equipamentos culturais itinerantes MovCEU, com o objetivo de ampliar o acesso à cultura, promover inclusão social e fortalecer o desenvolvimento regional.

Do total investido, R$ 32,08 milhões são destinados à implantação de 13 CEUs da Cultura, por meio do Novo PAC. As unidades estão em fase de implementação nos municípios de Codó, Coroatá, Imperatriz, Paço do Lumiar, Raposa, Rosário, Santa Rita, São José de Ribamar, São Luís e Timon.

Além disso, o estado foi contemplado com quatro unidades do MovCEU, que somam R$ 2,25 milhões em investimentos do Novo PAC e do Ministério da Cultura (MinC). Duas unidades já foram entregues em São Luís, enquanto as outras duas estão previstas para os municípios de Dom Pedro e Parnarama.
Investimentos em todo o país

Em nível nacional, os investimentos federais em infraestrutura cultural ultrapassam R$ 699,8 milhões desde 2023, alcançando 372 municípios brasileiros.

A estratégia do Governo Federal prevê a implantação de 225 novos CEUs da Cultura, a retomada de 23 obras dos CEUs das Artes e a ampliação da rede MovCEU, que contará com 124 unidades distribuídas por todas as regiões do Brasil. Essas ações fazem parte da política de expansão dos equipamentos culturais, com foco na democratização do acesso à cultura e no fortalecimento das comunidades locais.

Ministério da Saúde lança plano para enfrentar El Niño


Crédito: NOAA


O Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira (30), um pacote de medidas para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos impactos do El Niño 2026-2027 e das mudanças climáticas. A iniciativa faz parte do programa AdaptaSUS e prevê investimentos de R$ 9,8 bilhões até 2035 para ampliar a capacidade de resposta da rede pública de saúde em situações de eventos climáticos extremos.

O El Niño, que começou em junho, é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico tropical, provocando alterações nos ventos e influenciando os padrões climáticos em diversas regiões do planeta.

Segundo o ministério, o programa será estruturado em cinco eixos principais: vigilância e sistemas de alerta, coordenação entre os governos, comunicação com gestores e população, fortalecimento da capacidade de atendimento do SUS e reforço no fornecimento de medicamentos, vacinas, água potável e outros insumos essenciais. Também será criado um painel permanente de especialistas para orientar as ações do governo.

Entre as novidades está o lançamento do Painel Nacional de Excesso de Calor, ferramenta que permitirá emitir alertas com até cinco dias de antecedência para todos os municípios brasileiros. O sistema reunirá dados meteorológicos e indicadores de vulnerabilidade social para antecipar riscos e auxiliar estados e municípios na organização da rede de atendimento antes da ocorrência de ondas de calor.

Outra medida anunciada é a implantação de oito Centros Integrados de Saúde e Clima (CISC), distribuídos pelas cinco regiões do país. As unidades irão concentrar informações sobre clima, saúde e vulnerabilidade social para apoiar respostas rápidas do SUS em situações de emergência.

O primeiro CISC será inaugurado nesta quarta-feira (1º), em Salvador (BA). Na mesma ocasião, será lançada a base regional da Força Nacional do SUS na Bahia.

Com o programa, a Força Nacional do SUS passará a contar com oito bases regionais, o que, segundo o Ministério da Saúde, poderá ampliar em até 20 vezes a capacidade de resposta em desastres e emergências sanitárias.

Na área de pesquisa, o governo anunciou a maior edição do PET-Saúde Clima, com 197 projetos, 12,6 mil bolsas e investimento de R$ 266 milhões para financiar iniciativas voltadas aos impactos das mudanças climáticas na saúde pública.

O plano também prevê protocolos específicos para proteger idosos durante períodos de calor extremo, além da adoção, em todo o país, de um protocolo desenvolvido em parceria entre o Ministério da Saúde, a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).