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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Crise no STF ganha destaque no Financial Times


Crédito: Luiz Silveira e Carlos Moura/STF


A crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) e o embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça foram destaque em um artigo publicado neste domingo (13) pelo jornal britânico Financial Times. Segundo a publicação, o conflito interno na Corte passou a ter impacto direto no cenário político e na eleição presidencial de outubro.

De acordo com o jornal, a disputa entre os dois ministros desestabilizou o STF e colocou o Judiciário no centro da corrida eleitoral. O episódio envolve ainda as supostas conexões entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, instituição envolvida em um dos maiores escândalos financeiros do país.

O Financial Times destaca que a crise ganhou força após a divulgação de informações relacionadas a encontros entre Moraes e Vorcaro e de mensagens nas quais o empresário teria procurado o ministro em busca de apoio antes de ser preso, em novembro do ano passado.
Embate entre Moraes e Mendonça

O ponto de maior tensão, segundo a reportagem, ocorreu em 1º de setembro, quando André Mendonça tornou público um relatório policial com alegações envolvendo Vorcaro. Mendonça é o ministro responsável por supervisionar a investigação relacionada ao Banco Master.

O documento aponta que Vorcaro teria enviado mensagens a Moraes antes de sua prisão e registra a ocorrência de múltiplos encontros entre os dois.

Ainda segundo o jornal, Moraes reagiu às decisões de Mendonça, acusando o colega de abuso de poder e de adotar medidas motivadas por questões políticas. Mendonça, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não se manifestou publicamente sobre o episódio.
Crise pode influenciar eleição

Para o Financial Times, a crise no STF ocorre em meio a uma disputa presidencial marcada pelo acirramento político e pode influenciar o resultado das urnas.

O cientista político Leandro Consentino, do Insper, avaliou ao jornal que o caso representa uma crise institucional de grande proporção e pode se tornar um dos fatores decisivos para a eleição presidencial.

Embora Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não seja alvo de acusações relacionadas ao caso Banco Master, o jornal avalia que a crise pode atingir uma área sensível do governo. Isso ocorre porque o episódio também reacende no eleitorado a lembrança das condenações por corrupção que atingiram Lula e foram posteriormente anuladas pela Justiça.
Oposição tenta explorar desgaste do STF

A crise também passou a ser utilizada pela oposição no discurso eleitoral. Flávio Bolsonaro (PL) tem defendido o afastamento de Alexandre de Moraes e buscado associar o ministro ao atual cenário de desgaste do Supremo.

Em declaração recente a apoiadores, Flávio afirmou: “Um voto em Lula é um voto em Moraes”, em uma tentativa de relacionar o presidente ao ministro do STF durante a disputa eleitoral.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Interpol oferece apoio nas buscas por irmãos desaparecidos há oito meses no Maranhão


Crédito: Reprodução/Redes Sociais


A Interpol ofereceu apoio às buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há oito meses em Bacabal, no Maranhão. Segundo a advogada da família, Nathaly Moraes, a organização disponibilizou ferramentas de cooperação internacional que poderão ser utilizadas caso surjam pistas de que as crianças estejam fora do Brasil.

A mãe dos irmãos, Clarice Cardoso, deve se reunir nesta quarta-feira (9) com representantes do Núcleo de Cooperação Internacional, na sede da Polícia Federal, em São Luís. O objetivo é esclarecer como os recursos da Interpol poderão ser empregados nas buscas.

A advogada afirmou que as ferramentas podem auxiliar tanto na localização das crianças quanto em uma eventual repatriação, caso elas sejam encontradas em outro país. A cooperação da Interpol alcança 197 países.

O apoio internacional não significa que Ágatha e Allan tenham sido encontrados. Também não há, até o momento, qualquer indicação de que os irmãos estejam entre as 163 crianças resgatadas recentemente em uma operação nos Estados Unidos. Segundo a defesa da família, o caso está sendo acompanhado pelo Consulado Brasileiro junto às autoridades americanas.
Pedido de atuação da Polícia Federal

Nathaly Moraes informou que já havia solicitado a atuação da Polícia Federal na investigação, diante da possibilidade de que o desaparecimento estivesse relacionado a tráfico humano.

Segundo a advogada, inicialmente a PF informou que não havia indícios suficientes de tráfico humano para justificar a transferência do caso da Polícia Civil. Agora, com o apoio do Núcleo de Cooperação Internacional, a família espera ampliar as possibilidades de investigação.
Desaparecimento

O desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael completou oito meses na última sexta-feira (4). Os irmãos desapareceram em 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, a cerca de 250 quilômetros de São Luís.

Até o momento, não há informações sobre o paradeiro das crianças.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Lua ficará 95% vermelha em eclipse que poderá ser visto de todo o Brasil


Crédito: Unsplash


Um eclipse lunar quase total poderá ser observado de diferentes regiões das Américas, Europa e África, incluindo todo o território brasileiro, na madrugada de 28 de agosto. O fenômeno promete chamar a atenção de quem gosta de acompanhar eventos astronômicos.

O eclipse terá início às 23h30 do dia 27 de agosto, pelo horário de Brasília, e deve atingir o ponto máximo por volta de 1h da madrugada do dia 28.

Durante o fenômeno, a expectativa é de que até 95% do disco lunar fique avermelhado, produzindo o efeito conhecido popularmente como “Lua de Sangue”.
Eclipse poderá ser observado em todo o Brasil

Uma das principais características do fenômeno é que o eclipse lunar poderá ser visto de todos os estados brasileiros. Não será necessário utilizar óculos especiais ou qualquer equipamento para observar a Lua.

A recomendação é escolher um local com visão livre do céu, preferencialmente em áreas abertas e com pouca iluminação artificial. Regiões mais afastadas das luzes intensas das cidades podem oferecer melhores condições para acompanhar o fenômeno.
Por que a Lua fica vermelha durante o eclipse?

O eclipse lunar ocorre quando a Terra fica posicionada entre o Sol e a Lua, fazendo com que a sombra do planeta seja projetada sobre a superfície lunar.

Durante esse processo, parte da luz solar que atravessa a atmosfera terrestre é desviada em direção à Lua. Esse efeito pode fazer com que o satélite adquira tons avermelhados ou alaranjados, dando origem ao fenômeno popularmente chamado de “Lua de Sangue”.

No eclipse previsto para agosto, até 95% da Lua deverá ser encoberta pela sombra da Terra, deixando grande parte do disco lunar com a característica coloração avermelhada.
Eclipse solar também acontece em agosto

Além do eclipse lunar, agosto também terá um eclipse solar total, mas o fenômeno será observado em áreas do hemisfério norte e não poderá ser acompanhado de todo o Brasil.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Flávio Dino solicita explicações de presidentes de partidos sobre indicação de emendas




Foto: Victor Piemonte/STF



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou que presidentes de todos os partidos com representação no Congresso Nacional dêem mais informações sobre como funciona o direcionamento de emendas parlamentares para municípios.
A solicitação foi enviada a dirigentes de 21 partidos nesta quarta-feira (15).

Conforme o ofício, os partidos têm um prazo de até 10 dias úteis para enviar as informações adicionais requisitadas pelo ministro.

Na decisão, Dino cita uma entrevista do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ao programa Estúdio i, da GloboNews, em que o parlamentar, ao ser questionado se dirigentes partidários interferem na destinação de emendas, "respondeu afirmativamente".

"Na ocasião, afirmou, ainda, que outros presidentes de partido também indicam emendas parlamentares", destaca o ministro. Flávio Dino é relator da investigação que apura suspeitas de desvios de emendas no STF.

Desde a última semana, ele tem determinado bloqueio da execução de emendas em meio a suspeitas de que ex-parlamentares tenham direcionado recursos, prerrogativa que é exclusiva de deputados e senadores com mandato.

O ex-deputado e presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-parlamentar Eduardo Cunha foram alvos de decisões do ministro após suspeitas de que, mesmo sem terem mandato, eles atuariam para decidir o destino do dinheiro público.

Os partidos citados no ofício do ministro são: Avante, Cidadania, MDB, Missão, Novo, PCdoB, PDT, PL, Podemos (Pode), PP, PRD, PSB, PSD, PSDB, PSol, PT, PV, Rede, Republicanos, Solidariedade e União Brasil.


Em sua decisão, Dino destacou os principais pontos que precisaram ser esclarecidos.

São eles:
*se o presidente do partido dispõe de cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas parlamentares;
*em caso positivo, sua natureza, finalidade e abrangência;
*a quem compete autorizar e deliberar sobre sua utilização;
*o fundamento jurídico-normativo que embasa a prática;
*o instrumento por meio do qual tais mecanismos são formalizados (normas, atas ou similares);
*o procedimento efetivamente adotado para a definição e destinação dos respectivos recursos, por parte dos Presidentes dos partidos.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Ministério da Saúde lança plano para enfrentar El Niño


Crédito: NOAA


O Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira (30), um pacote de medidas para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos impactos do El Niño 2026-2027 e das mudanças climáticas. A iniciativa faz parte do programa AdaptaSUS e prevê investimentos de R$ 9,8 bilhões até 2035 para ampliar a capacidade de resposta da rede pública de saúde em situações de eventos climáticos extremos.

O El Niño, que começou em junho, é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico tropical, provocando alterações nos ventos e influenciando os padrões climáticos em diversas regiões do planeta.

Segundo o ministério, o programa será estruturado em cinco eixos principais: vigilância e sistemas de alerta, coordenação entre os governos, comunicação com gestores e população, fortalecimento da capacidade de atendimento do SUS e reforço no fornecimento de medicamentos, vacinas, água potável e outros insumos essenciais. Também será criado um painel permanente de especialistas para orientar as ações do governo.

Entre as novidades está o lançamento do Painel Nacional de Excesso de Calor, ferramenta que permitirá emitir alertas com até cinco dias de antecedência para todos os municípios brasileiros. O sistema reunirá dados meteorológicos e indicadores de vulnerabilidade social para antecipar riscos e auxiliar estados e municípios na organização da rede de atendimento antes da ocorrência de ondas de calor.

Outra medida anunciada é a implantação de oito Centros Integrados de Saúde e Clima (CISC), distribuídos pelas cinco regiões do país. As unidades irão concentrar informações sobre clima, saúde e vulnerabilidade social para apoiar respostas rápidas do SUS em situações de emergência.

O primeiro CISC será inaugurado nesta quarta-feira (1º), em Salvador (BA). Na mesma ocasião, será lançada a base regional da Força Nacional do SUS na Bahia.

Com o programa, a Força Nacional do SUS passará a contar com oito bases regionais, o que, segundo o Ministério da Saúde, poderá ampliar em até 20 vezes a capacidade de resposta em desastres e emergências sanitárias.

Na área de pesquisa, o governo anunciou a maior edição do PET-Saúde Clima, com 197 projetos, 12,6 mil bolsas e investimento de R$ 266 milhões para financiar iniciativas voltadas aos impactos das mudanças climáticas na saúde pública.

O plano também prevê protocolos específicos para proteger idosos durante períodos de calor extremo, além da adoção, em todo o país, de um protocolo desenvolvido em parceria entre o Ministério da Saúde, a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

segunda-feira, 25 de maio de 2026

TAP amplia voos entre São Luís e Lisboa antes mesmo da estreia das operações


Crédito: AIR PORTUGAL


A companhia aérea TAP Air Portugal anunciou a ampliação da frequência de voos entre São Luís e Lisboa a partir da última semana de março de 2027. O aumento ocorreu antes mesmo do início das operações, previsto para outubro de 2026, devido à alta procura por passagens.

Inicialmente, a rota teria dois voos semanais, mas passará a contar com três frequências por semana a partir de março de 2027.
Como serão os voos da TAP

Os voos sairão de Lisboa, farão escala em São Luís e seguirão para Fortaleza, antes do retorno à Europa. Com isso, Fortaleza também ganhará uma frequência adicional semanal.
Operações entre outubro de 2026 e março de 2027Lisboa → São LuísSaída: 19h05
Chegada: 00h10
Frequência: segundas e quintas
São Luís → FortalezaSaída: 01h40
Chegada: 03h00
Frequência: terças e sextas
Fortaleza → LisboaSaída: 04h30
Chegada: 14h50
Frequência: terças e sextas
Mudanças a partir de março de 2027

A partir de 30 de março de 2027, os voos passarão a operar em novos dias da semana:Lisboa → São LuísSaída: 19h05
Chegada: 23h15
Frequência: terças, quintas e sábados
São Luís → FortalezaSaída: 00h40
Chegada: 02h00
Frequência: quartas, sextas e domingos
Fortaleza → LisboaSaída: 03h30
Chegada: 14h50
Frequência: quartas, sextas e domingos
Avião utilizado na rota

Para a operação entre Lisboa e São Luís, a TAP utilizará aeronaves Airbus A321LR, com capacidade para 171 passageiros, sendo:16 assentos na classe executiva
155 assentos na classe econômica

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Maranhão adere a programa nacional contra facções

Maranhão adere a programa nacional contra facções

O Maranhão participou, nesta terça-feira (12), em Brasília, do lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa do Governo Federal voltada ao enfrentamento das facções criminosas com foco na asfixia financeira, fortalecimento do sistema prisional e integração entre União e estados. O governador Carlos Brandão liderou a comitiva maranhense no evento, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.



Com investimento imediato de R$ 1,6 bilhão ainda em 2026 e previsão de R$ 10 bilhões em linha de crédito para segurança pública, o programa pretende ampliar a capacidade de combate ao crime organizado em todo o país, com recursos para tecnologia, inteligência, reaparelhamento e infraestrutura.

Segundo Carlos Brandão, a iniciativa foi construída em diálogo entre governadores e o Ministério da Justiça, a partir de propostas apresentadas pelos estados para fortalecer a legislação e ampliar a efetividade no combate às organizações criminosas.

Entre os recursos previstos, R$ 388,9 milhões serão destinados a ações de combate financeiro às facções; R$ 330,6 milhões para o sistema prisional; R$ 201 milhões para investigações de homicídios; e R$ 145,2 milhões para enfrentamento ao tráfico de armas.

Brandão destacou que a nova linha de crédito permitirá aos estados ampliar investimentos em estrutura, tecnologia e equipamentos para as forças de segurança. Ele também ressaltou ações já realizadas no Maranhão, como a aquisição de mais de 900 viaturas e a contratação de cerca de 1.500 profissionais da segurança pública.

O delegado-geral da Polícia Civil do Maranhão, Augusto Barros, avaliou que o programa fortalece a estratégia já adotada no estado, especialmente no combate financeiro às organizações criminosas. Já o subsecretário de Segurança Pública, Ederson Martins, afirmou que a iniciativa deve ampliar a integração entre as forças policiais e reforçar o aparato tecnológico e de inteligência.



(Foto: Rodrigo Ribeiro)

Durante o lançamento, o presidente Lula defendeu a atuação conjunta entre os entes federativos no combate ao crime organizado. “Se a gente não trabalhar junto, a gente não consegue vencer”, afirmou.

O programa também prevê fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), operações conjuntas mensais, criação de comitês de investigação financeira e investimentos em equipamentos como drones, videomonitoramento, scanners corporais e sistemas de rastreamento de armamentos ilegais.