quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Moraes diz ter testemunhas que provam que Mendonça armou delação contra ele


Crédito: Antonio Augusto/STF


Durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15), os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça protagonizaram um novo confronto relacionado às investigações sobre o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.

Em sua manifestação, Moraes afirmou ter testemunhas que, segundo ele, podem confirmar uma suposta tentativa de incluir seu nome em uma colaboração premiada. O ministro questionou ainda a atuação da Polícia Federal no caso.

“Não há como julgar hoje sem julgar terça-feira”, afirmou Moraes, em referência à sessão prevista para analisar a conduta de Mendonça durante as investigações envolvendo o caso Master.

Na sequência, Moraes questionou: “Quem tem medo da Polícia Federal, presidente?”. Mendonça interrompeu a fala do colega, mas Moraes continuou: “Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na colaboração premiada?”

Moraes declarou que poderia apresentar policiais e advogados como testemunhas para sustentar a versão de que Mendonça teria convocado uma reunião para discutir a inclusão do nome dele em uma delação premiada.

Mendonça, que foi relator do caso relacionado ao Banco Master, contestou a acusação e afirmou que as eventuais testemunhas apresentadas por Moraes iriam ao STF para “mentir”.

Ao final da discussão, Moraes também acusou Mendonça de estar “a serviço de um grupo político que quer dar um golpe neste país”, relacionando o ministro às suas supostas relações com integrantes da família Bolsonaro e aliados políticos.

As declarações ocorreram durante o julgamento e fazem parte do embate entre os dois ministros em torno da condução das investigações relacionadas ao Banco Master.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Crise no STF ganha destaque no Financial Times


Crédito: Luiz Silveira e Carlos Moura/STF


A crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF) e o embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça foram destaque em um artigo publicado neste domingo (13) pelo jornal britânico Financial Times. Segundo a publicação, o conflito interno na Corte passou a ter impacto direto no cenário político e na eleição presidencial de outubro.

De acordo com o jornal, a disputa entre os dois ministros desestabilizou o STF e colocou o Judiciário no centro da corrida eleitoral. O episódio envolve ainda as supostas conexões entre Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, instituição envolvida em um dos maiores escândalos financeiros do país.

O Financial Times destaca que a crise ganhou força após a divulgação de informações relacionadas a encontros entre Moraes e Vorcaro e de mensagens nas quais o empresário teria procurado o ministro em busca de apoio antes de ser preso, em novembro do ano passado.
Embate entre Moraes e Mendonça

O ponto de maior tensão, segundo a reportagem, ocorreu em 1º de setembro, quando André Mendonça tornou público um relatório policial com alegações envolvendo Vorcaro. Mendonça é o ministro responsável por supervisionar a investigação relacionada ao Banco Master.

O documento aponta que Vorcaro teria enviado mensagens a Moraes antes de sua prisão e registra a ocorrência de múltiplos encontros entre os dois.

Ainda segundo o jornal, Moraes reagiu às decisões de Mendonça, acusando o colega de abuso de poder e de adotar medidas motivadas por questões políticas. Mendonça, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não se manifestou publicamente sobre o episódio.
Crise pode influenciar eleição

Para o Financial Times, a crise no STF ocorre em meio a uma disputa presidencial marcada pelo acirramento político e pode influenciar o resultado das urnas.

O cientista político Leandro Consentino, do Insper, avaliou ao jornal que o caso representa uma crise institucional de grande proporção e pode se tornar um dos fatores decisivos para a eleição presidencial.

Embora Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não seja alvo de acusações relacionadas ao caso Banco Master, o jornal avalia que a crise pode atingir uma área sensível do governo. Isso ocorre porque o episódio também reacende no eleitorado a lembrança das condenações por corrupção que atingiram Lula e foram posteriormente anuladas pela Justiça.
Oposição tenta explorar desgaste do STF

A crise também passou a ser utilizada pela oposição no discurso eleitoral. Flávio Bolsonaro (PL) tem defendido o afastamento de Alexandre de Moraes e buscado associar o ministro ao atual cenário de desgaste do Supremo.

Em declaração recente a apoiadores, Flávio afirmou: “Um voto em Lula é um voto em Moraes”, em uma tentativa de relacionar o presidente ao ministro do STF durante a disputa eleitoral.

Trabalhadores dos Correios mantêm greve nacional


Crédito: Reprodução


Os trabalhadores dos Correios permanecem em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (14), após a paralisação nacional começar na noite de quinta-feira (10). O movimento também atinge a categoria no Maranhão.

A greve foi deflagrada depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela direção da estatal durante as negociações da Campanha Salarial de 2026.

A decisão foi aprovada em assembleias realizadas por sindicatos filiados à Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT). A entidade representa bases no Maranhão, São Paulo, Rio de Janeiro, Bauru, Santos e Mato Grosso do Sul, além de outras representações sindicais do país.

O principal impasse envolve as mudanças propostas para o plano de saúde dos funcionários. Segundo as entidades sindicais, a direção dos Correios pretende alterar a condição de mantenedora direta do benefício.

A proposta provocou preocupação com possíveis aumentos nas taxas de coparticipação e riscos à continuidade da assistência médica destinada a trabalhadores da ativa, aposentados e dependentes.

As assembleias ocorreram após rodadas de negociação direta e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). As discussões terminaram sem consenso sobre as cláusulas sociais e econômicas do novo acordo coletivo.

Com a greve, os sindicatos no Maranhão e nos demais estados orientaram os trabalhadores a reforçar a mobilização em agências e centros de distribuição. A categoria reivindica uma nova proposta que assegure a manutenção integral do plano de saúde e preserve direitos trabalhistas já conquistados.

A FINDECT informou que continua disponível para retomar as negociações com a direção da empresa e o governo federal, desde que haja possibilidade de atendimento às reivindicações apresentadas.
Agências permanecem abertas

Os Correios afirmaram que a rede de agências no Maranhão e no restante do país permanece aberta ao público. A estatal informou ter adotado medidas emergenciais para reduzir os impactos da paralisação.

Entre as ações estão o deslocamento de funcionários administrativos para atividades operacionais, a redistribuição da frota de veículos e a realização de mutirões para manter o fluxo de postagens e entregas.

Após o fim da mediação sem acordo para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026–2028, a empresa ajuizou, na sexta-feira (11), um pedido de dissídio coletivo no TST.

No sábado (12), a Justiça do Trabalho concedeu uma medida liminar determinando a manutenção de, no mínimo, 80% do efetivo em atividade por unidade ou estabelecimento dos Correios.

Operação destrói 18 mil pés de maconha no Maranhão


Crédito: Reprodução


Uma operação de combate ao cultivo de drogas localizou 10 roças de maconha e erradicou aproximadamente 18.850 pés da planta no sábado (12), em áreas de Pinheiro, Santa Helena e Central do Maranhão. A ação teve o apoio do Centro Tático Aéreo (CTA).

As plantações foram identificadas após informações repassadas pelo Destacamento de Polícia Militar (DPM) de Turilândia, vinculado à 2ª Companhia do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), e pelo DPM de Central, pertencente ao 41º BPM.

Durante a operação, uma aeronave realizou sobrevoos nos locais indicados e confirmou a existência dos cultivos em áreas de difícil acesso.


Após a localização das roças, os operadores aerotáticos seguiram até os pontos identificados para realizar a erradicação. Os plantios foram cortados e queimados, totalizando cerca de 18.850 pés de maconha destruídos.

Amostras do material encontrado foram recolhidas e serão encaminhadas à Delegacia de Polícia de Pinheiro, responsável pela realização dos procedimentos legais.

Ex-presidente José Sarney é internado com quadro de pneumonia



Crédito: Lula Marques/Agência Brasil


O ex-presidente da República José Sarney, de 96 anos, foi internado neste domingo (13), em um hospital de São Luís, após ser diagnosticado com pneumonia. O boletim médico foi divulgado pelo Hospital UDI, no fim da noite, por meio das redes sociais do ex-presidente.

Segundo a unidade de saúde, Sarney está estável, com a pressão arterial sob controle e respirando em ar ambiente. Ele também está recebendo tratamento com antibióticos por via intravenosa.

O boletim informa ainda que não há previsão de alta hospitalar.

José Sarney é escritor e político e foi o primeiro presidente da República após o período de ditadura militar, governando o país entre 1985 e 1990. Posteriormente, exerceu três mandatos como senador, entre 1991 e 2015.