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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Quem não votou no primeiro turno pode participar do segundo


Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil


O eleitor que não votou no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, realizado em 4 de outubro, pode votar normalmente no segundo turno, marcado para o próximo domingo (25), desde que esteja com a situação eleitoral regular. A ausência na primeira etapa não impede a participação na segunda, pois cada turno é considerado uma eleição independente.

Quem deixou de votar tem até 60 dias após cada turno para justificar a ausência à Justiça Eleitoral.
Quais cargos estão em disputa?

No segundo turno, os eleitores escolherão o próximo presidente da República e os governadores de cinco estados e do Distrito Federal, onde nenhum candidato obteve mais da metade dos votos válidos mais um.

Haverá votação no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.
Trabalhadores têm direito de votar

Os trabalhadores que estiverem escalados para trabalhar no domingo (25) não podem ser impedidos de exercer o direito ao voto.

O empregador deve organizar a jornada para garantir tempo suficiente para o deslocamento até a seção eleitoral e para a votação, cujo horário será das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
Mais de 314 mil eleitores solicitaram voto em trânsito

Mais de 314,5 mil pessoas solicitaram à Justiça Eleitoral autorização para votar em trânsito no segundo turno. A modalidade permite votar fora do domicílio eleitoral, em locais definidos pelos tribunais regionais eleitorais (TREs).

O voto em trânsito estará disponível nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores, em seções específicas.

Quem estiver em trânsito dentro da mesma unidade da Federação do domicílio eleitoral poderá votar para presidente e governador. Já quem estiver em outro estado poderá votar apenas para presidente.

A consulta ao local de votação pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou pela internet, por meio do Autoatendimento Eleitoral, nos canais oficiais da Justiça Eleitoral.
Confira os prazos para justificar a ausência

O eleitor que não compareceu ao primeiro turno tem até 3 de dezembro de 2026 para justificar a ausência. Quem deixar de votar no segundo turno terá até 8 de janeiro de 2027 para regularizar a situação.

A justificativa pode ser apresentada pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível nos portais da Justiça Eleitoral, ou presencialmente, em um cartório eleitoral.

Após a eleição, o requerimento deverá ser acompanhado de documentos que comprovem o motivo da ausência. O pedido será analisado pela Justiça Eleitoral.

TRE altera local de votação de mais de 4,3 mil seções para o 2º turno


Crédito: Lula Marques/Agência Brasil


O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) alterou o local de votação de 4.352 seções eleitorais para o segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25). O número corresponde a 0,87% do total de seções eleitorais do país.

Apesar do percentual, o órgão orienta os eleitores a conferirem com antecedência se houve mudança no endereço do local de votação.

A consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou pelo portal do Tribunal Regional Eleitoral, no menu “Autoatendimento Eleitoral”.

Segundo o TRE, as alterações ocorreram por motivos como reformas de última hora nos locais de votação, melhorias de acessibilidade e danos provocados por fortes chuvas e ventos.

Os estados com o maior número de seções eleitorais que tiveram o endereço alterado foram São Paulo, com 982 seções; Minas Gerais, com 514; Rio de Janeiro, com 431; e Bahia, com 312.
Substituição de urnas no primeiro turno

De acordo com dados do TRE, durante o primeiro turno das eleições, 1.904 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas, o equivalente a 0,35% do total. Apesar das ocorrências, não foi necessário realizar votação manual em nenhum local.
Data e horário do segundo turno

O segundo turno das eleições será realizado no próximo domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h.

Na maior parte do país, os eleitores votarão apenas para presidente da República. Também haverá disputa para governador no Distrito Federal e em outros cinco estados: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Justiça Eleitoral muda 194 seções para o 2º turno no Maranhão


Crédito: Central de Notícias Brasil/Imagem gerada por IA


A Justiça Eleitoral alterou os locais de votação de 194 seções eleitorais em 27 municípios do Maranhão para o segundo turno das Eleições 2026, marcado para domingo, 25 de outubro. Bacabal concentra o maior número de mudanças, com 40 seções transferidas, seguida de São Luís, com 21.

As transferências foram definidas pelas zonas eleitorais após avaliação das condições dos imóveis utilizados na votação. Entre os motivos estão obras e reformas, problemas de acessibilidade e danos provocados por chuvas e ventos fortes.

O objetivo é assegurar condições de funcionamento dos espaços e de atendimento a eleitores, mesários e demais profissionais envolvidos na eleição.

Em todo o Brasil, 4.352 seções eleitorais tiveram o endereço modificado para o segundo turno. A orientação é consultar novamente o local de votação, inclusive para quem votou normalmente no primeiro turno.

Além de Bacabal e São Luís, os maiores números de transferências foram registrados em Caxias, com 18 seções; Coroatá, com 15; Imperatriz, com 14; São José de Ribamar, com 12; e Porto Franco, com oito.

O eleitor pode verificar o endereço atualizado pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível nos portais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Também é possível consultar a relação de transferências na página de estatísticas eleitorais do TSE. Na área “Eleitorado da eleição”, o usuário deve selecionar “Capilaridade” e, depois, “Seções Eleitorais Alteradas no Segundo Turno”.

A ferramenta permite filtrar as informações por estado, município, zona eleitoral e local de votação, além do ano da eleição e da região.

A recomendação é fazer a consulta antecipadamente para evitar deslocamentos ao endereço antigo e atrasos no dia da votação.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Mais de 1 milhão não votaram no Maranhão: veja como justificar


Imagem gerada por IA


Mais de 1 milhão de eleitores não compareceram às urnas no Maranhão no primeiro turno das Eleições 2026, realizado no domingo (4). Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), a votação para presidente registrou 1.022.772 abstenções, o equivalente a 19,73% do eleitorado.

Quem tinha obrigação de votar e ainda não justificou a ausência tem até 3 de dezembro para apresentar o pedido à Justiça Eleitoral. A justificativa pode ser enviada pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral – Título Net ou entregue presencialmente em qualquer cartório eleitoral.
Como justificar

Após a eleição, o eleitor precisa anexar documentos que comprovem o motivo da ausência. O pedido será analisado pelo juiz ou pela juíza da zona eleitoral responsável. Apresentar a solicitação não significa que ela será aceita automaticamente.

No e-Título, o serviço está disponível em “Mais opções”, na função “Justificativa de Ausência”. Pela internet, o procedimento pode ser feito no Autoatendimento Eleitoral, com o preenchimento dos dados e o envio da documentação digitalizada.
Quem faltou pode votar no segundo turno

A ausência no primeiro turno não impede o voto no segundo, desde que o título esteja regular. A nova votação está marcada para 25 de outubro, mas comparecer nessa data não elimina a necessidade de justificar a falta anterior.

Quem também deixar de votar no segundo turno deverá apresentar outra justificativa, até 8 de janeiro de 2027. Cada turno é considerado uma eleição independente e exige um pedido separado.
O que acontece se não justificar?

O eleitor obrigado a votar que não justificar a ausência, ou tiver o pedido negado, deverá pagar a multa eleitoral. Enquanto houver pendências, poderá enfrentar restrições, como impedimentos para tomar posse em cargo público e renovar matrícula em instituições oficiais de ensino.

A ausência em 3 eleições consecutivas, sem justificativa aceita ou pagamento das multas, pode levar ao cancelamento do título eleitoral. Para essa contagem, cada turno corresponde a uma eleição.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Maranhão proíbe venda e consumo de bebidas alcoólicas no dia das eleições

Maranhão proíbe venda e consumo de bebidas alcoólicas no dia das eleições

Crédito: Divulgação

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) publicou a Portaria nº 417/2026, que proíbe a venda, o fornecimento e o consumo de bebidas alcoólicas durante o primeiro turno das Eleições 2026 no estado.

A determinação será válida da zero hora às 22h do dia 4 de outubro e abrange qualquer tipo de bebida alcoólica ou substância de efeitos semelhantes, em locais públicos ou de acesso público.

Segundo a portaria, o descumprimento da determinação poderá caracterizar crime de desobediência, previsto no artigo 330 do Código Penal Brasileiro.

A secretária de Estado da Segurança Pública, coronel Augusta Andrade, orientou a população e os estabelecimentos comerciais a cumprirem as regras estabelecidas para o dia da votação.

“A medida integra o planejamento de segurança para o dia da votação. A orientação é para que estabelecimentos e a população observem o período estabelecido e cumpram as determinações da portaria. As forças de segurança estarão mobilizadas em todo o Maranhão para atender às ocorrências e garantir a ordem pública durante o processo eleitoral”, afirmou.

Operação Eleições 2026

O planejamento das forças estaduais para as Eleições 2026 prevê o emprego de 8.651 agentes de segurança pública, 887 viaturas e quatro aeronaves em todo o Maranhão.

Do efetivo mobilizado, são:

  • 7.553 policiais militares;
  • 525 policiais civis;
  • 453 militares do Corpo de Bombeiros;
  • 68 agentes do Centro Tático Aéreo (CTA);
  • 32 agentes da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp);
  • 20 servidores da Perícia Oficial do Maranhão.

A Polícia Militar será responsável pelo policiamento ostensivo e pela segurança nos locais de votação e de apuração. A Polícia Civil atuará na investigação de crimes e em articulação com a Polícia Federal.

O Corpo de Bombeiros Militar ficará responsável pela guarda das urnas, ações de defesa civil e atendimento a emergências.

O Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) funcionará como centro estadual de comando, controle e monitoramento durante a operação.

A Perícia Oficial realizará os exames técnicos e periciais necessários. Já o Centro Tático Aéreo (CTA) atuará no patrulhamento aéreo e terrestre e no transporte de urnas, quando necessário.

O Centro de Inteligência de Segurança Pública do Maranhão (Cisp) ficará responsável pela coordenação das atividades de inteligência e pelo levantamento de informações. A Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp) manterá um efetivo de reserva para situações que exijam reforço.

As forças estaduais estarão mobilizadas nos locais de votação distribuídos pelas 105 zonas eleitorais do Maranhão, com atuação integrada durante o primeiro turno das Eleições 2026.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Eleitor deve se antecipar na consulta a local de votação, alerta TSE


Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil


A menos de oito dias para o primeiro turno das eleições, o eleitor deve conferir o local de votação antes de sair de casa. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alerta que a seção eleitoral pode ter mudado de endereço desde a última eleição.

Para quem vai votar pela primeira vez, é necessário verificar a zona e a seção eleitorais indicadas no título de eleitor. Já para quem vota há mais tempo, embora seja comum que o endereço permaneça o mesmo por várias eleições, mudanças pontuais podem afetar milhares de eleitores.

Atualmente, o Brasil tem 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. No Rio de Janeiro, por exemplo, as alterações atingem pelo menos 670 mil eleitores, com mudanças em 277 locais de votação. Desses, 72 foram alterados por motivos de segurança.

A Justiça Eleitoral de pelo menos 10 estados e do Distrito Federal também informou mudanças nos endereços de seções eleitorais. Os 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) costumam disponibilizar em seus portais a relação dos locais que foram alterados.
Como consultar o local de votação

O eleitor pode fazer a consulta pelo aplicativo e-Título ou pelo Portal do TSE.
Pelo aplicativo e-TítuloAbra o aplicativo e-Título;
Na tela inicial, selecione a opção “Onde votar”;
Confira o endereço do local de votação, além da zona e da seção eleitoral.

O serviço está disponível para aparelhos com sistemas Android e iOS.
Pelo Portal do TSEAcesse a área “Serviços Eleitorais”;
Selecione “Onde votar”;
Informe o CPF ou número do título de eleitor;
Digite a data de nascimento;
Informe o nome da mãe;
Consulte os dados do local de votação.

O eleitorado brasileiro está distribuído por 5.571 municípios no país e 186 cidades no exterior. Ao todo, a votação ocorrerá em 517.206 seções eleitorais, organizadas em 2.641 zonas eleitorais.

A recomendação da Justiça Eleitoral é que o eleitor faça a consulta antecipadamente para evitar imprevistos no dia da votação.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

e-Título deve ser baixado até sábado antes das eleições


Crédito: Reprodução


Eleitores que pretendem utilizar o e-Título nas Eleições 2026 precisam se antecipar. O aplicativo deve ser baixado, ter o primeiro acesso realizado e passar pela validação das informações até o sábado, 3 de outubro, véspera do primeiro turno.

Apenas fazer o download não é suficiente. É necessário abrir o aplicativo pela primeira vez e concluir o processo de validação dos dados.

A restrição no dia da votação é adotada pela Justiça Eleitoral para evitar sobrecarga no sistema, já que o número de acessos ao aplicativo aumenta durante as eleições. Dessa forma, o download e o primeiro acesso ficam indisponíveis no dia do pleito, enquanto o aplicativo permanece funcionando para os eleitores que já fizeram a ativação.
e-Título pode ser usado como documento para votar

O e-Título com fotografia pode ser apresentado como documento de identificação no momento da votação. O eleitor deve mostrar o aplicativo diretamente na tela do celular ou tablet.

Print ou captura de tela do e-Título não será aceito como documento de identificação.

Nos casos em que o e-Título não apresentar fotografia, o eleitor deverá levar também um documento oficial de identificação com foto.
Aplicativo também mostra local de votação

Além da identificação, o e-Título permite consultar o local de votação, incluindo zona e seção eleitoral.

A recomendação é que o eleitor faça a consulta antes da eleição para conferir se os dados estão atualizados.

O aplicativo também utiliza validação facial, o que reforça a necessidade de concluir o primeiro acesso com antecedência.
Onde baixar o e-Título

O aplicativo está disponível gratuitamente nas lojas oficiais:
Para evitar problemas no dia da votação, a orientação é não deixar a ativação para a última hora. O eleitor deve instalar o aplicativo e concluir o primeiro acesso e a validação das informações até 3 de outubro.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Metade dos eleitores acredita que há chance de interferência externa na eleição brasileira, diz Datafolha




Foto: José Cruz/Agência Brasil



Metade dos eleitores brasileiros acreditam que há chance de outros países interferirem na eleição brasileira. Isso é o que mostra a nova rodada da pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo (23). Os 50% que acreditam nessa possibilidade estão divididos em 32% que acham que isso é um problema, e 18%, que acreditam não ser.

Já 43% acham que não há chance de interferência estrangeira. Outros 8% não souberam ou não responderam. O Datafolha ouviu 2.058 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 18 e 19 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-04496/2026.

A pesquisa, encomendada pela pela Folha e pela Globo, ainda avaliou os resultados a partir das preferências políticas dos eleitores. Entre os eleitores do presidente Lula (PT), apenas 9% afirmam que não haveria problema numa interferência do tipo nas eleições do Brasil. Já entre os que planejam votar em Flávio Bolsonaro (PL), o índice é de 32%.

Ainda entre o eleitorado do petista, 36% consideram que há risco de intervenção estrangeira e que isso seria problemático, ante 24% dos que declaram voto no bolsonarista. Os que não creem na possibilidade de interferência são 46% entre eleitores de Lula e 39% entre os de Flávio.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

TRE-MA realiza eleição simulada com cerca de 15 mil eleitores


Crédito: Valter Campanato/ Agência Brasil


Eleitores de Paulino Neves, no Maranhão, poderão participar de uma eleição simulada promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) no próximo domingo, 23 de agosto. A votação ocorrerá das 8h ao meio-dia, em 24 seções eleitorais distribuídas entre a sede e os povoados do município.

Criado pelo TRE-MA em 2004, o projeto reproduz situações semelhantes às de uma eleição oficial, utilizando candidaturas fictícias. A iniciativa permite testar procedimentos e equipamentos e avaliar aspectos relacionados à segurança, transparência e funcionamento do processo eletrônico de votação.

Ao todo, 15.098 eleitores poderão participar da simulação. Serão seis cargos fictícios em disputa: presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Para o Senado, o eleitor poderá escolher dois nomes.

Para votar, é necessário comparecer ao local de votação com documento oficial com foto. A operação contará com 96 mesários, distribuídos pelas 24 seções — 10 no centro e 14 nos povoados.

Entre os procedimentos avaliados estarão a atuação dos mesários e o tempo de habilitação do eleitor e de votação, desde o início até a conclusão da escolha dos cargos.
Programação

Antes da simulação, o TRE-MA realizará uma audiência pública na sexta-feira (21) para esclarecer dúvidas sobre o projeto.

No sábado (22), serão realizados o treinamento dos mesários e a distribuição das urnas e dos malotes para os locais de votação.

Os locais de votação em Paulino Neves já podem ser consultados no site do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Eleições 2026: eleitor já pode consultar locais de votação


Crédito: Reprodução


Para evitar transtornos no dia da eleição, o eleitor já pode consultar o local onde deverá votar. A recomendação é verificar as informações com antecedência, já que a Justiça Eleitoral pode alterar os locais de votação entre uma eleição e outra.

No Rio de Janeiro, 268 locais de votação foram alterados, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). As mudanças afetam cerca de 610 mil eleitores.

Anteriormente, o TRE-RJ havia anunciado a transferência de 60 locais de votação por motivos de segurança, com o objetivo de evitar a influência do crime organizado e das milícias no processo eleitoral.

As alterações mais recentes estão relacionadas a questões de acessibilidade, mudança ou fechamento de estabelecimentos e problemas estruturais.
Como consultar o local de votação

A consulta pode ser feita pelo site oficial do TRE-RJ, mediante o preenchimento de informações como CPF ou número do Título de Eleitor, data de nascimento e nome da mãe.

O eleitor também pode consultar o local de votação pelo site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou pelo aplicativo e-Título.

O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro. Em caso de segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Eleitor tem até 20 de agosto para pedir voto em trânsito


Crédito: Reprodução


Os eleitores que pretendem votar fora de sua cidade nas Eleições 2026 têm até o dia 20 de agosto para solicitar a habilitação para o voto em trânsito. O pedido pode ser realizado pela internet, por meio da página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou presencialmente nos cartórios eleitorais de todo o país.

O voto em trânsito permite que o eleitor exerça o direito ao voto fora de seu domicílio eleitoral nos dias de votação. A modalidade estará disponível nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores.

Para fazer a solicitação pela internet, o eleitor deve acessar a página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e selecionar a opção “Fazer Transferência Temporária do Local de Votação”. Depois, é necessário informar os dados solicitados, consultar os locais com vagas disponíveis e concluir o procedimento.

Quem preferir o atendimento presencial deve procurar o cartório eleitoral mais próximo e apresentar documento oficial com foto.
Regras para o voto em trânsito

O eleitor que solicitar a transferência temporária para uma cidade localizada dentro do mesmo estado de seu domicílio eleitoral poderá votar para todos os cargos em disputa: deputado federal, deputado estadual ou distrital, governador, senador e presidente da República.

Já quem estiver em trânsito fora do estado de seu domicílio eleitoral poderá votar somente para presidente da República.

Também é possível solicitar o voto em trânsito para cidades diferentes no primeiro e no segundo turnos. Alterações ou cancelamentos do pedido poderão ser realizados até 20 de agosto. Depois dessa data, não será possível modificar a solicitação.

Caso o eleitor solicite o voto em trânsito e não compareça ao local escolhido, será necessário justificar a ausência, inclusive por meio do aplicativo e-Título.
Eleitores que estarão no exterior

Quem possui título eleitoral registrado no exterior e estiver de passagem pelo Brasil poderá solicitar o voto em trânsito. Nesse caso, será possível votar apenas para presidente da República.

Por outro lado, o eleitor com título registrado no Brasil que estiver fora do país no dia da eleição não poderá utilizar o voto em trânsito no exterior.

O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro, quando os eleitores escolherão deputados federais, estaduais e distritais, governadores, senadores e presidente da República.

O segundo turno está previsto para 25 de outubro, nas disputas para governador e presidente da República, caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos, excluídos os votos brancos e nulos, no primeiro turno.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Corrida ao Governo e Senado no MA reúne 18 candidatos


Crédito: Arquivo/Reprodução


A disputa eleitoral no Maranhão já tem 18 candidatos anunciados para os cargos de governador e senador nas Eleições 2026. As definições ocorreram durante as convenções partidárias, encerradas nesta semana. Todos os nomes ainda dependem do registro e do deferimento da Justiça Eleitoral.

Na corrida pelo Governo do Maranhão, sete candidatos foram anunciados pelos partidos:André Luís (Missão)
Eduardo Braide (PSD)
Felipe Camarão (PT)
Orleans Brandão (MDB)
Reginaldo Lima (PCB)
Roberto Rocha (PRTB)
Saulo Arcangeli (PSTU)

O registro das candidaturas deve ser analisado pela Justiça Eleitoral. O prazo para julgamento pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) termina em 14 de setembro, enquanto o primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro. Caso seja necessário, o segundo turno para governador está previsto para 25 de outubro.

Já na disputa pelas duas vagas do Maranhão no Senado Federal, 11 candidatos foram anunciados:André Fufuca (PP)
Cidônio Gonçalves (PL)
Eliziane Gama (PT)
Enilton Rodrigues (PSOL)
Hilton Gonçalo (Mobiliza)
Lahesio Bonfim (NOVO)
Raimundo Corrêa (PCB)
Roseana Sarney (MDB)
Simplício Araújo (DC)
Weverton Rocha (PDT)
Wilson Leite (PSTU)

As duas cadeiras em disputa são ocupadas atualmente pelos senadores Eliziane Gama e Weverton Rocha, ambos candidatos à reeleição.

Diferentemente da eleição para governador, a votação para o Senado Federal é definida em turno único, assim como ocorre nas disputas para deputado federal e deputado estadual. Os eleitos tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027.

Os partidos ainda podem registrar oficialmente seus candidatos junto à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. Após essa etapa, caberá ao TRE-MA analisar os pedidos de registro e confirmar quais candidaturas estarão aptas a disputar as eleições de outubro.

terça-feira, 28 de abril de 2026

Eleições 2026: prazo para regularizar pendências termina em uma semana




Os eleitores que pretendem votar nas eleições de outubro têm até o dia 6 de maio para regularizar suas pendências na Justiça Eleitoral.

O prazo deve ser observado pelo cidadão que quer tirar o primeiro título de eleitor, regularizar o documento, cadastrar biometria, transferir o domicílio eleitoral e atualizar dados cadastrais.

A partir do dia 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado e não serão permitidas alterações nos dados dos eleitores.

Para resolver as pendências, o eleitor pode acessar o serviço eletrônico disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pela plataforma, é possível enviar os documentos solicitados para cada tipo de serviço e acompanhar o andamento da solicitação.

O eleitor também pode procurar os cartórios eleitorais ou postos de atendimento presenciais em todo o país. A localização pode ser encontrada no site do tribunal.

Alguns serviços, como a coleta de biometria e a solicitação do primeiro título, só podem ser realizados presencialmente.

Regularização
Para verificar se o título está regular, o eleitor pode acessar a página do TSE na internet e clicar no menu Consultas. Em seguida, basta clicar em Situação do Título.

O passo a passo para a regularização será indicado pelo sistema eletrônico.

Cancelamento
O prazo de regularização também deve ser seguido por quem teve o título cancelado por deixar de votar por três eleições seguidas (três turnos consecutivos) e não justificou ausência.

Além de não conseguir votar nas eleições de outubro, a manutenção do cancelamento pode causar diversas restrições para o cidadão, como não conseguir tirar passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em instituição pública de ensino e tomar posse em cargo público após ser aprovado em concurso.

Primeiro título
De acordo com a Constituição, o voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens entre 16 e 17 anos e quem tem mais de 70.

Após completar 15 anos, os jovens poderão solicitar a emissão do primeiro título de eleitor. Contudo, somente estará apto a votar quem tiver completado 16 anos na data da eleição.

Eleição
O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

Eventual segundo turno para os cargos de governador e presidente ocorrerá no dia 25 do mesmo mês.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Prazo para tirar e regularizar título de eleitor vai até 6 de maio




Os eleitores têm até o dia 6 de maio para tirar o título de eleitor, atualizar dados cadastrais, transferir o domicílio eleitoral ou regularizar pendências na Justiça Eleitoral.

Quem estiver com o título cancelado ou com alguma pendência não poderá votar nas eleições deste ano. O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro.

Quem precisa tirar o título?
O voto é obrigatório para quem tem acima de 18 anos de idade. É facultativo para pessoas analfabetas, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. Estrangeiros e cidadãos em serviço militar obrigatório não podem se alistar para votar.

Como posso solicitar o título de eleitor?
Veja as formas de solicitação:

– Autoatendimento Eleitoral: disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE);
– Cidadão pode ir a um cartório eleitoral ou postos de atendimento da Justiça Eleitoral.

O TSE alerta que aqueles que optarem pelo atendimento on-line precisam ir a um cartório ou posto de atendimento para a coleta da biometria.

>> Confira os documentos necessários para tirar o título:
– Documento oficial de identificação com foto (carteira de identidade, carteira de trabalho ou passaporte);
– Comprovante de residência recente;
– Comprovante de quitação do serviço militar para homens que completam 19 anos no ano do alistamento.

É importante que o documento de identificação permita a comprovação da nacionalidade brasileira e contenha foto.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Partidos se organizam com estruturas voltadas para atrair e manter jovens filiados




                                          Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil



Os jovens brasileiros representam cerca de 25% da população e, nas urnas, simbolizam cerca de 23% do eleitorado na última disputa municipal, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Tribunal Superior Eleitoral de 2025. Assim, os mais de 50 milhões de brasileiros entre 15 e 29 anos formam um grupo diverso e com posicionamentos partidários múltiplos. No entanto, a participação social e política deste grupo ainda depende de pouquíssimos expoentes. Seria a filiação partidária uma porta de entrada ou apenas mais uma barreira para a participação da juventude no debate político?

Pensando nisso, o Bahia Notícias elaborou uma série de reportagens mesclando dados e relatos de lideranças juvenis para compreender o cenário de renovação política e participação jovem na política eleitoral na Bahia. A segunda reportagem desta série explora justamente a organização política dos partidos para garantir a inserção dos jovens e os mecanismos de garantia da participação política e diversidade.

Para o projeto, o Bahia Notícias entrevistou representantes da juventude de quatro entre as siglas com maior representatividade política, todos entre os partidos com maior inserção de jovens na eleição municipal analisada. Foram eles o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido Social Democrático (PSD), o União Brasil e o Progressistas (PP).

JOVENS DE VERMELHO

No que diz respeito ao partido que lidera o Palácio de Ondina há cerca de duas décadas, o PT cita a sua renovação como um de seus pilares. Mesmo com a manutenção dos “caciques”, figuras já conhecidas na política estadual e nacional, a oxigenação de ideias e nomes também aparece como aposta dos diretórios estadual e nacional. No entanto, para além de novos candidatos, por si só, se faz necessária a garantia de espaço para a juventude.

É sob esta luz que o Bahia Notícias conversou com o recém-eleito secretário de Juventude do PT na Bahia, Ítalo Menezes. Para o jovem soteropolitano, “todo lugar é político” e essa inserção da juventude na política também pode ocorrer de forma natural.

Ele narra que sua própria relação com a política começa com a identificação comunitária e familiar. “Eu comecei no partido desde quando eu me entendo por gente. Meus pais sempre foram militantes e, por coincidência, eu nasci no ano em que Lula foi eleito, no ano em que ele lançou a carta ao povo brasileiro”, relata.

Com essa relação tão particular com o partido, ele destaca que a promessa de “renovação” do Lula I, já era um chamado da sigla à juventude: “Ele dizia justamente sobre esse processo de renovação e acredito que, quando ele falava em renovação, era também nas pessoas que estavam nascendo e que futuramente poderiam votar e ter essa esperança renovada nos lugares”.

E essa “esperança” vem renovada praticamente há 20 anos de “domínio” petista na Bahia. Com mais de 80 mil filiados e uma forte inserção no interior do estado, o partido se tornou uma das principais influências partidárias da Bahia. Neste contexto, Menezes detalha como se dá o funcionamento da Secretaria de Juventude no partido.

“A Secretaria de Juventude do Partido dos Trabalhadores hoje funciona com um processo setorial dentro da executiva do partido. Então, nós temos por obrigação pautar o processo de juventude político-partidário dentro da gestão, dialogando, executando, conferindo e também validando ações que a gente imagina com política para a juventude”, explica.

Ele ressalta que, assim como o partido na totalidade, o setor também possui inserção nos 417 municípios baianos e em 27 territórios do estado, em formato capilar. Segundo a liderança jovem, a eleição interna do PT conta como um processo eleitoral regulamentado e estruturado, que perpassa todas as cidades e inclui o PED (Processo Eleitoral Direto), que elege os líderes estaduais e municipais, e as eleições setoriais, que ocorrem posteriormente, e elegem os líderes de cada setor e secretaria interna do partido. Ao final da etapa estadual, tudo isso culmina na eleição das lideranças nacionais, por meio de delegados estaduais e nacionais.

Com relação ao trabalho da Secretária de Juventude, em especial, tudo começa em uma espécie de diretoria interna, que leva os posicionamentos e ideias para os demais espaços do partido. “Para além disso, a juventude tem uma executiva própria formada que compõe de 23 pessoas, contando com o secretário que sou eu, e ali se discute os trajetos, os pensamentos, a linha política, os cronogramas, os projetos para que a gente possa levar para a Executiva Estadual e também para os municípios do interior”, explica Menezes.

Nesses outros espaços, o gestor conta que “a participação é ampla, até porque a executiva do partido, por obrigatoriedade, dá uma cadeira para que a juventude possa discutir, possa ouvir e também externalizar aquilo o que a gente entende e almeja”. Ítalo cita que, devido a essa obrigatoriedade, o espaço está sempre aberto para os jovens petistas. “O processo dentro da executiva estadual do Partido dos Trabalhadores é muito aberto para que jovens que fazem parte do setor de juventude entrem e dialoguem”, destaca.

Outra obrigatoriedade, não só do Partido dos Trabalhadores, mas de todas as siglas partidárias, é, conforme a Lei dos Partidos (Lei nº 9.096/1995), a destinação de parte do recurso do Fundo Partidário a projetos e ações de “estudos, pesquisas, doutrinação e educação política”. Dentro dos partidos, esse investimento ajuda a “formar” lideranças direcionadas à sua visão e valores, garantindo uma “preparação” para cargos assistenciais ou até mesmo de protagonismo na gestão pública.

No caso do PT, Ítalo Menezes relata que a Fundação Perseu Abramo, ligada ao grupo, realiza um trabalho educativo interseccional que não se limita a jovens ou até mesmo a filiados.

“A Fundação tem uma atuação nacional a partir de um projeto chamado Nova Primavera. É uma construção de aulas, tem diversos temas, inclusive política nas redes sociais, formação de quadros para falas específicas, relações internacionais e diversos outros temas que atingem a sociedade hoje. Ali a gente tem um lugar de formação de novos quadros, não apenas jovens, mas também de toda classe da sociedade que queira conhecer um pouco mais”, explica.

JUVENTUDE PROGRESSISTA

Outra força partidária na Bahia é o Progressistas, que também figura o “top 5” em número de filiados no estado e levou 162 jovens às eleições de 2026. No entanto, além de uma força política, o PP também é uma liderança influente no cenário nacional. Com a 4° maior bancada partidária do Congresso, os posicionamentos progressistas têm peso nos rumos eleitorais e políticos no país, ainda que o partido não integre as principais lideranças do Executivo nacionalmente.

No entanto, com uma presença capilar em todo o país, o PP se fortalece no municipalismo. O retrato disso é que o líder da Juventude Progressista na Bahia é o prefeito de Pedro Alexandre, Yuri Andrade. Uma força do interior, Andrade foi um jovem prefeito eleito em 2020, aos 30 anos, recém-saído da juventude.

Ao Bahia Notícias, ele ressalta que a estrutura da Juventude Progressista é, essencialmente, comunitária. “A gente atua principalmente na liderança comunitária, principalmente no interior. A gente sempre tem naquelas lideranças, aqueles jovens que estão ali na comunidade mesmo, que lidam com os problemas”, contextualiza.

Andrade explica que o foco do setor de Juventude é chegar o mais perto possível da realidade das comunidades. “Para a gente, isso é muito importante para poder construir um futuro no Brasil, construir um futuro numa cidade como a nossa, que a gente precisa muito de emenda parlamentar, cidades pobres que vivem de FPM [Fundo de Participação dos Municípios]. Então, realmente é muito importante para a gente [a Juventude] poder planejar o nosso futuro, planejar as políticas públicas”, aponta o gestor.

Com cerca de 68 mil filiados na Bahia, o Progressistas chega a ser o terceiro maior partido do país em número de filiados. É nesse sentido que a sigla se dedica à “busca contínua do ideário democrático e dos objetivos nacionalistas de seus fundadores”, conforme escrito em seu programa partidário. Esse ideal democrático e nacionalista exige de seus jovens uma participação engajada no PP e nas comunidades.

O líder do grupo sustenta que, como no seu caso, os jovens filiados vão sendo incentivados a participar de reuniões, realizar formações e se aproximar das gestões do partido, como forma de “treinamento” para possíveis lideranças futuras. “Eu já gostava de política. E, como a gente sempre participou de política no interior, sempre a gente estava ali nos bastidores, eu fui convidado para ser secretário de agricultura do meu município. A gente fez um bom trabalho lá e fui candidato a prefeito em 2016, onde eu perdi a eleição por 3%. Tentamos de novo em 2020 e fomos eleitos”, explica o gestor.

“É como se diz, quem não é visto não é lembrado, é ser participativo, é estar ativo no partido, estar ativo na sua comunidade”, defende. O prefeito de Pedro Alexandre relata que o importante é ter interesse na vida pública e política. “Para a gente, isso é muito importante, que seja participativo, que seja ativo, que tenha interesse em demonstrar que vai seguir a vida pública.”

No que tange à participação política, Yuri conta que o setor de Juventude de todo o país se reúne periodicamente para a discussão dos temas de interesse comum. “Somos ouvidos e sempre a gente tem contato, tem uma área do partido só para os presidentes [da Juventude] de cada estado, para estarmos sempre dialogando, sempre nas suas ideias”, sucinta.

Na Bahia, por sua vez, junto ao diretório estadual do PP, ele garante que “a gente tem influência ainda maior nas políticas do partido”. “A gente hoje é bem ouvido pelo nosso presidente [deputado federal Mário Negromonte Júnior], então eu acho que o presidente já carrega uma bandeira jovem”, garante.

Essa participação na comunidade e no partido também é diretamente influenciada pela formação dos filiados nos programas de educação do Progressistas, por meio da Fundação Milton Cruz, com abrangência nacional. Em entrevista, o gestor jovem conta que “a gente incentiva o jovem a participar, inclusive para nós, políticos, que já estamos em cargos, eles também oferecem esses cursos, congressos e atividades de formação”.

O prefeito sustenta que a preparação política e técnica é um fator indissociável dos resultados que a juventude pode promover nas gestões progressistas. “Isso importa muito porque você vai se atualizando de cada modelo de gestão que você pode implantar e conseguir desenvolver sua comunidade, ou então no seu mandato da maneira que você achar melhor. A gente não pode fazer só a parte política, tem que fazer a parte técnica para que a gente possa avançar e ter essa renovação de ideias que a política tanto precisa”, garante.

UNIÃO ENTRE JOVENS

Em oposição ao Partido dos Trabalhadores, uma força política importante se coloca como oposição estadual na Bahia: o União Brasil. O partido de ACM Neto, ex-prefeito da capital baiana e vice-presidente do partido, é reconhecido pela força política nas grandes cidades do Estado, aonde nos últimos oito anos, o União já chegou a liderar ao menos uma vez as quatro maiores cidades do estado, sendo elas Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista e Camaçari.

Nacionalmente, o partido também é uma das maiores forças, com uma bancada isolada de 59 deputados na Câmara, mais de 500 prefeitos e milhares de vereadores. A dimensão do partido também se reflete na Bahia, onde, ainda que com uma retórica muito menos ideológica que a do PT, o União aparece como a segunda maior força do estado, com 83 mil filiados e uma capilaridade importante.

No cenário jovem, o partido levou 148 jovens às eleições municipais de 2020, o 6° maior contingente do estado. Esses jovens são liderados, atualmente, por Matheus Pinheiro, presidente estadual do União Jovem. Ele, que é assessor do atual prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União), um dos caciques da política baiana, conversou com o Bahia Notícias sobre o envolvimento dos jovens na organização do partido.

Uma figura já conhecida nos “bastidores” do União, Matheus conta que sua relação com a sigla começou antes mesmo de ela ser conhecida como “União Brasil”. “Eu comecei ainda na época da Juventude Democratas, lá em 2016. Eu sempre participei do movimento jovem estudantil, de organizações de centro de direita e direita na Bahia, como Renova Brasil, Acredita, entre outros”, revela.

Ele conta que, por meio da experiência na mobilização de jovens nas eleições em Feira de Santana, sua cidade natal, e depois em Salvador, o seu crescimento chegou ao maior patamar em 2025, quando assumiu a liderança da Juventude. Ao BN, Matheus conta que a União Jovem forma um núcleo relevante no diretório estadual. “A gente é um braço institucional, responsável por promover a participação ativa dos jovens, né, nos espaços de decisão da política do partido”, explica.

Entre as ações internas, o gestor conta que “nossa atuação se dá tanto na mobilização e na formação política de novos quadros, elaboração de projetos, de ações focadas na demanda de juventude”. “A gente trabalha para garantir que as pautas dos jovens sejam ouvidas e incorporadas nas decisões do partido, promovendo algumas ações como debates, seminários, eventos, campanhas”, resume Matheus.

No entanto, a atuação da União Jovem não se limita à bolha interna da sigla. Assim como em sua própria experiência, Pinheiro narra que o grupo se mantém próximo a movimentos sociais e entidades da sociedade civil. E para garantir o equilíbrio na ascensão interna de jovens, o presidente eleito no final do último ano relata que o processo eleitoral considera diversos critério.

“O processo eleitoral é bem democrático, ele busca garantir a representatividade de todas as regiões e segmentos para que qualquer tipo de jovem que queira, ocupe o cargo de liderança. São avaliados critérios como engajamento, histórico da participação, a liderança em projetos anteriores, o compromisso com o partido”, conta ao BN. Nesse sentido, as eleições ocorrem em um encontro estadual, com a participação de todos os jovens filiados. O mesmo ocorre nas eleições da Juventude nacional, com a participação dos núcleos estaduais.

Ele revela ainda que, neste formato, a eleição interna do partido vem favorecendo a participação de jovens filiados no interior, como ele próprio. “Hoje, o União Brasil vem numa pegada de interior. Eu estou em Feira de Santana, o meu secretário-geral é de Salvador. Aí eu já tenho o primeiro vice-presidente de Vitória da Conquista, a segunda de Campo Formoso, o outro é de Camaçari, e já tem outros em Juazeiro e em Ilhéus”, sinaliza.

E complementa: “Óbvio que esse é o núcleo principal, mas a gente tem ainda um núcleo secundário que tem coordenadores em todo o estado, nas 27 macrorregiões do estado”, diz o líder jovem. Para garantir que esse projeto siga firme nos próximos anos, Matheus destaca que o ano de 2026 é crucial para o núcleo. “A gente precisa preparar essas novas lideranças, tornando a juventude protagonista na construção de políticas públicas”, afirma.

E, para isso, o União conta com a Fundação Índigo, que promove formação política e debates em torno de temas de interesse social. “A Fundação Índigo tem diversos cursos de formação política, cursos presenciais, cursos online, módulos sobre legislação, oratória, gestão pública, comunicação digital. Eles também promovem oficinas práticas, mentorias com parlamentares, são ações para a juventude, mas também para o partido todo”, destaca Matheus.

Segundo ele, todo esse movimento se faz relevante para garantir que sua própria gestão possa “continuar e aumentar a representatividade de jovens em cargos efetivos dentro da nossa estrutura partidária”, conclui.

JOVENS DEMOCRATAS

Apesar da força dos caciques e nomes mais antigos, a juventude também parece ser uma das forças do Partido Social Democrata. O partido “mais jovem” das eleições de 2024, no entanto, foi o PSD. A sigla, conhecida pela influência de Otto Alencar, figura histórica da política baiana, levou mais de 240 jovens entre 18 e 29 anos às urnas na ocasião.

Um dos principais pilares da base governista no estado, o partido é aliado do PT e tem participação relevante nas prefeituras e câmaras legislativas baianas. No que diz respeito ao número de filiados, são mais de 45 mil na Bahia. Em esfera nacional, o partido também se mostra relevante, com cerca de 45 deputados federais e cerca de 7 governos estaduais sob a liderança de Gilberto Kassab.

No que diz respeito à juventude, o partido possui o núcleo do PSD Jovem, organização liderada, na Bahia, pelo vereador de Salvador, Felipe Santana. Eleito ao seu primeiro mandato em 2024, o gestor de 33 anos é o único representante da sigla na Câmara Municipal de Salvador. Apesar de não ser considerado jovem, devido à faixa etária, o líder do grupo conversou com o BN sobre a organização e mobilização da juventude baiana.

De prontidão, o gestor destaca que o espaço de formação é a primeira prioridade do PSD Jovem. “A gente tem um espaço de formação online por um curso de qualificação e informação na plataforma no nosso site do PSD Nacional e as [direções] estaduais fazem essa formação, a partir daí nós também realizamos encontros com a juventude do PSD e garantimos espaço nos diretórios municipais”, explica.

Segundo Felipe, a organização do partido permite que os jovens sejam inseridos em todos os municípios e organizações do PSD. “Tem espaço em todo diretório para criação de uma coordenação de juventude para que a gente dialogue de perto com toda a nossa categoria de nós jovens, tratando de empregabilidade, de renda, de sonhos para o futuro, de uma renovação política e de tudo que a gente acredita para levar as cidades, o nosso estado, o nosso país sempre no trilho do progresso com protagonismo juvenil”, conta.

Sobre o processo interno de filiação e preparação de jovens, o vereador conta que “o partido é um partido muito tranquilo e muito aberto ao diálogo”. “Funciona inicialmente com afiliação ao PSD e que os jovens talvez tenham vontade, como eu tive vontade, de ajudar a escrever a história do partido com um posicionamento voltado à juventude, voltado, no meu caso específico, à área da assistência social, da educação, da saúde, do desenvolvimento local e regional, por exemplo”, conta.

Tenho iniciado sua carreira política como estagiário no setor público, estudante e, posteriormente, assessor parlamentar, Felipe Santana conta que foi incentivado a ir para a política partidária pelo próprio líder estadual partido. “Toda aquela atuação me chamou a atenção e me aproximou muito da política. E Otto [Alencar] é um senador muito receptivo. Então a gente conseguia ter um diálogo com ele, trocar ideias, dar sugestões e ele sempre ali muito próximo”, relata. “Essa postura que o PSD adota na condução estadual, faz com que os líderes sejam inspiração para outros jovens”, afirma o líder jovem.

Essa postura também serve como guia para a participação no núcleo de juventude do partido. “O PSD Jovem é realiza projetos, faz as caravanas, faz os projetos, a qualificação online. A gente apresenta as ideias, senta com o presidente do partido, senta com a coordenação, com a executiva estadual, para desenvolver os trabalhos, e esses trabalhos sempre são muito fluidos e muito acolhedores’, destaca Santana. Ele conta ainda que essas ações e projetos acabam se refletindo diretamente no seu próprio trabalho como legislador.

“Eu sou presidente do PSD Jovem para servir de exemplo e servir de inspiração para os jovens, para que jovens vejam que tem sim como você fazer a diferença na vida de outras pessoas e ter a oportunidade de ocupar os cargos públicos, de disputar a eleição, de ser testado na urna, basta ter a vontade”, completa o vereador.

Cadastro biométrico ainda precisa ser feito por 12,34% dos eleitores





O número de eleitores com biometria cadastrada no país cresceu 14% entre 2022 e 2025, chegando a 136 milhões de pessoas, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.

Apesar do avanço, 12,34% dos eleitores aptos a votar ainda não realizaram o cadastro biométrico. A biometria utiliza características únicas, como impressões digitais e reconhecimento facial, garantindo mais segurança e confiabilidade nas eleições de 2026, previstas para os dias 4 e 25 de outubro.

De acordo com a Justiça Eleitoral, o cadastro assegura que a pessoa que comparece à urna eletrônica seja, de fato, a titular do direito ao voto, reduzindo o risco de fraudes.

Eleitores com biometria cadastrada podem se identificar no dia da votação pelo aplicativo e-Título, que funciona como versão digital do título de eleitor. A conferência biométrica realizada pelo mesário libera a urna para votação.

Além do processo eleitoral, o registro biométrico também impacta o nível de segurança da conta no portal Gov.br, contribuindo para a obtenção do selo ouro, que dá acesso a diversos serviços digitais, como a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda e a prova de vida digital do Instituto Nacional do Seguro Social.

A coleta da biometria é obrigatória, gratuita e realizada presencialmente nos cartórios eleitorais. Antes de comparecer, a orientação é verificar se há necessidade de agendamento prévio na unidade da Justiça Eleitoral.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Eleitor tem até 6 de maio para alterar local de votação e outros dados

 

Eleitor tem até 6 de maio para alterar local de votação e outros dados

Com a disputa eleitoral de 2026 se aproximando, eleitores de todo o país têm até o dia 6 de maio para alterar o local de votação ou atualizar dados pessoais.

As alterações podem ser realizadas presencialmente em cartórios eleitorais, seguindo as orientações do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do respectivo estado.

Outra opção é realizar a atualização pela internet. Nesse caso, é necessário buscar o Autoatendimento Eleitoral disponível no site oficial do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Outros serviços
Até o dia 6 de maio também é possível que o eleitor:

  • Emita o primeiro título de eleitor ou e-título;
  • Cadastre sua biometria digital;
  • Atualize o domicílio eleitoral, ou seja, município em que o título de eleitor está cadastrado;
  • Atualize informações cadastrais;
  • Regularize situação eleitoral, em caso de pendências de pagamento ou justificativa de ausência.

As eleições de 2026 ocorrem no dia 4 de outubro. Os brasileiros irão escolher novos deputados estaduais, federais, distritais (no caso do Distrito Federal), senadores, governadores e presidente da República.

Em caso de segundo turno na disputa para a Presidência ou governos dos estados, os eleitores voltam às urnas em 25 de outubro.