quinta-feira, 4 de junho de 2026

Deputada Ana do Gás sofre acidente com carreta no MA




A deputada estadual Ana do Gás se envolveu em um acidente de trânsito na madrugada de quarta-feira (3), nas proximidades do município de Araguanã, na região Norte do Maranhão.

Segundo nota divulgada pela assessoria de comunicação da parlamentar, Ana do Gás viajava acompanhada de três assessores quando o veículo em que estavam colidiu com uma carreta. As circunstâncias do acidente ainda deverão ser esclarecidas.

A assessoria informou que todos os ocupantes do automóvel receberam atendimento médico e seguem sendo acompanhados por equipes de saúde. Apesar do impacto da colisão, a deputada e os assessores passam bem.

Na nota, a equipe da parlamentar também agradeceu as mensagens de apoio e solidariedade recebidas após o acidente e destacou a gratidão pelo livramento de todos os envolvidos.


Reprodução/Instagram

Mulher de 37 anos é presa após se passar por criança de 12 e ser adotada


Crédito: PRESA 37 ANOS


Uma mulher de 37 anos foi presa em flagrante na última terça-feira (2) após se passar por uma adolescente de 12 anos no distrito de Pirabeiraba, em Joinville, Santa Catarina. Utilizando a identidade falsa de “Gabriele”, ela foi acolhida por uma família da região, com quem conviveu por 14 meses.

A prisão foi realizada por agentes da 6ª Delegacia de Polícia de Joinville, na residência da família que havia acolhido a suspeita. Ela deverá responder pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

De acordo com a Polícia Civil, para manter o disfarce durante todo esse período, a mulher conquistou a confiança dos moradores da casa e criou diversas justificativas para explicar sua aparência física adulta. Entre elas, alegava ser autista, possuir outras condições clínicas e afirmava que seus traços físicos eram consequência do uso forçado de hormônios durante a infância.

As investigações também apontaram que a suspeita adotava comportamentos infantilizados para reforçar a falsa identidade. Segundo a polícia, ela utilizava regularmente mamadeiras, chupetas e um “cheirinho” para dormir, simulando hábitos típicos de uma criança.

Ainda conforme a Polícia Civil, a mulher é reincidente nesse tipo de golpe e possui antecedentes por crimes semelhantes em pelo menos cinco estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

Durante o interrogatório, a suspeita confessou o crime. Após a formalização da prisão em flagrante, ela foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville, onde permanece à disposição da Justiça.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

TJMA suspende lei que proibia mulheres trans em banheiros femininos em SL


Crédito: Reprodução


O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) decidiu suspender a Lei nº 7.792/2025, que proibia mulheres trans de utilizarem banheiros femininos em São Luís. A decisão foi tomada pelo Órgão Especial da Corte e atende a um pedido da Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA).

A norma havia sido promulgada pela Câmara Municipal de São Luís no dia 13 de maio, após aprovação em dois turnos pelos vereadores da capital. O texto entrou em vigor sem sanção do Executivo.

Na ação, a Defensoria argumentou que a lei violava princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da igualdade e da não discriminação, além de contrariar entendimentos já consolidados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre identidade de gênero e proteção dos direitos da população trans.

Com a decisão do TJMA, a aplicação da lei fica suspensa até o julgamento definitivo da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) pelo plenário da Corte.

Na prática, a medida garante novamente que mulheres trans possam utilizar os banheiros femininos em São Luís enquanto o caso não é julgado em definitivo.

Anvisa proíbe lote de água mineral Crystal após bactéria ser encontrada


Crédito: Reprodução/Internet


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (3), o recolhimento voluntário de um lote da Água Mineral Natural Crystal 500 ml sem gás após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto.

A medida atinge o lote LZ1 VAL 200127 3 P 200126, produzido em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027. Ao todo, 374,4 mil garrafas de 500 ml foram distribuídas no Distrito Federal, Goiás, Tocantins e São Paulo.

A decisão foi tomada após o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) detectar a presença da bactéria durante análises realizadas em uma fábrica localizada em Luziânia (GO).

Após a confirmação do resultado por meio de contraprova, a vigilância sanitária determinou a interdição do local e comunicou o caso à Anvisa. Com isso, ficou proibida a venda, distribuição e utilização dos produtos pertencentes ao lote afetado.

A Anvisa destacou que a medida é restrita exclusivamente ao lote LZ1 VAL 200127 3 P 200126, não atingindo outros produtos da marca.

Até o momento, não foram registradas reclamações de consumidores relacionadas ao lote recolhido.
Fabricante afirma que recolhimento é preventivo

Em nota, a Mineração Bom Jesus (MBJ), responsável pelo envase do produto, informou que está concluindo o recolhimento preventivo e voluntário do lote.

Segundo a empresa, a distribuição ocorreu apenas no Distrito Federal e em municípios específicos de Goiás, Tocantins e São Paulo. A MBJ informou ainda que, após a notificação da vigilância sanitária, realizou análises em mais de 300 amostras de produtos e do processo produtivo, com resultados negativos para microrganismos que indiquem contaminação.

A fabricante também afirmou que, devido ao alto volume de vendas, não há indícios de que o lote ainda esteja disponível no mercado.
Orientação aos consumidores

Consumidores que possuam unidades do lote P 200126 — identificado na embalagem como LZ1 VAL 200127 3 P 200126 — devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da marca para receber orientações sobre substituição ou reembolso.

A empresa ressaltou que a medida se aplica apenas ao lote mencionado e que os demais lotes e produtos da marca Crystal não foram afetados.

MP denuncia pastor por estupro de vulnerável, tortura e estelionato no Maranhão

Crédito: Reprodução


O Ministério Público do Maranhão (MPMA) denunciou à Justiça David Gonçalves da Silva, apontado como líder da Shekinah House Church, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. Preso desde 17 de abril, ele é acusado de diversos crimes cometidos contra pessoas que viviam em alojamentos mantidos pela instituição.

De acordo com a denúncia, baseada em investigação da Polícia Civil, David responderá por estupro de vulnerável contra oito vítimas, tentativa de estupro, tortura e estelionato. O inquérito reúne mais de 700 páginas de documentos, depoimentos, registros audiovisuais e outras provas coletadas durante as apurações.

Segundo o Ministério Público, a estrutura da instituição religiosa teria sido utilizada para controlar e manipular moradores e fiéis. A acusação sustenta que o líder se aproveitava de sua posição de autoridade espiritual para influenciar as vítimas, muitas delas em situação de vulnerabilidade.

As investigações apontam ainda que práticas e comportamentos eram justificados por discursos religiosos utilizados para legitimar as condutas atribuídas ao denunciado. O inquérito também relata a aplicação de castigos físicos e outras formas de punição contra moradores da instituição.

Entre as provas reunidas estão vídeos e depoimentos que, segundo os investigadores, registram situações de exaustão física e tratamentos considerados degradantes. A Polícia Civil e o Ministério Público afirmam ainda ter identificado indícios de omissão de socorro após episódios de violência, além de mecanismos de controle sobre a rotina dos moradores.

A Shekinah House Church funcionava há cerca de 19 anos no Maranhão e possuía alojamentos e propriedades ligadas às suas atividades. Durante uma operação realizada neste ano, 138 pessoas foram retiradas do local, conforme informou a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular. Dessas, 12 continuam recebendo acompanhamento especializado dos órgãos estaduais.

Paralelamente à ação criminal, o Ministério Público do Trabalho (MPT) prepara uma ação civil pública para apurar possíveis irregularidades trabalhistas identificadas durante as investigações.

O caso tramita sob segredo de Justiça. Até o momento, a defesa de David Gonçalves da Silva não se manifestou sobre as acusações.