sexta-feira, 17 de abril de 2026

Operação “Falso Profeta” prende pastor suspeito de abusar de fiéis no MA





A Polícia Civil do Maranhão prendeu um pastor suspeito de abusar de fiéis, durante a operação “Falso Profeta”, realizada na manhã desta sexta-feira (17), em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. Contra ele, foi cumprido mandado de prisão, além de busca e apreensão no imóvel onde funcionava uma igreja.

No local, no bairro Recanto do Poeta, a polícia encontrou entre 100 e 150 fiéis vivendo sob a liderança do investigado. O pastor foi localizado em um dos quartos, acompanhado de outro dirigente da instituição.

Segundo as investigações, ele é suspeito dos crimes de estelionato, estupro de vulnerável, posse sexual mediante fraude e associação criminosa.

Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, documentos e outros objetos, que devem ajudar no andamento do inquérito.

A investigação está em curso há cerca de dois anos e já identificou entre 5 e 6 vítimas. O caso segue em apuração para localizar outras possíveis vítimas.

Com investimento de R$ 4 milhões, Instituto Equatorial divulga resultado da 2ª edição do Edital Diálogos



Iniciativa vai apoiar 108 instituições sociais nos estados de atuação do Grupo; Maranhão tem o maior número de projetos contemplados

 
O Instituto Equatorial divulgou, nesta segunda-feira (13), o resultado da 2ª edição do Edital Diálogos, que vai apoiar 108 instituições sociais distribuídas nos sete estados de atuação do Grupo Equatorial. Nesta edição, o projeto contará com investimento recorde de R$ 4 milhões.

O Maranhão se destaca com o maior número de instituições contempladas: ao todo, 24 organizações sociais do estado foram selecionadas para receber apoio e fortalecer iniciativas voltadas ao desenvolvimento social. Entre os projetos apoiados, estão iniciativas da região Sul do estado, como o “Ciclo Vivo”, voltado à reciclagem em Açailândia, e os projetos “Renda Criativa” e “Mulheres que Trabalham”, de Balsas e Davinópolis, respectivamente, que têm como objetivo o fortalecimento socioemocional e a qualificação de mulheres em situação de vulnerabilidade social.


O investimento também contemplou projetos no município de Grajaú, como o “Raízes da Renda”, que tem como foco o fortalecimento alimentar por meio da produção agrícola das famílias indígenas Bacurizinho, e em Imperatriz, com a iniciativa “Mães que Criam”, que promove a autonomia financeira de mães de crianças e adolescentes autistas.

Nos demais estados, também foram beneficiadas instituições: 15 em Alagoas, 7 no Amapá, 14 em Goiás, 16 no Pará, 19 no Piauí e 13 no Rio Grande do Sul. O aporte histórico no Edital Diálogos Equatorial 2026 representa um avanço significativo em relação à edição anterior, que contou com investimento de R$ 3 milhões. A ampliação dos recursos fortalece o alcance e o impacto da iniciativa, cujo objetivo é apoiar projetos voltados ao desenvolvimento social nos territórios onde o Grupo Equatorial atua.

A ação reafirma o compromisso do Instituto Equatorial com a transformação social e o fortalecimento de organizações comunitárias, promovendo oportunidades e contribuindo para a redução das desigualdades sociais. Os projetos contemplados nesta segunda edição do edital atuam em diferentes áreas, alinhadas aos eixos apoiados pela iniciativa.


“Nosso compromisso é fortalecer iniciativas que já transformam realidades nos territórios onde atuamos. O Edital Diálogos nos permite caminhar junto com essas instituições, ampliando oportunidades, apoiando diferentes públicos e contribuindo diretamente para a redução das desigualdades sociais”, destaca Janaína Ali, coordenadora do Instituto Equatorial.

A lista completa das instituições selecionadas pode ser acessada por meio do link disponibilizado na bio do perfil oficial do Instituto Equatorial no Instagram (@institutoequatorial) e também na página taplink.cc/institutoequatorial. As organizações selecionadas receberão, por e-mail, as orientações sobre as próximas etapas. Em caso de dúvidas, o contato pode ser realizado pelo e-mail 
instituto.equatorial@equatorialenergia.com.br

Sobre o Instituto Equatorial

O Instituto Equatorial é uma organização do terceiro setor que atua na promoção do desenvolvimento social nos territórios onde o Grupo Equatorial está presente. A instituição desenvolve programas estruturados com foco em escuta ativa, parcerias e geração de impacto social duradouro, contribuindo para a redução das desigualdades e o fortalecimento do protagonismo local. Em quase dois anos de atuação, já investiu mais de R$ 20 milhões em projetos sociais.

 

 

Assessoria de Imprensa da Equatorial Maranhão





 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

CCJ da Câmara dos Deputados aprova piso salarial nacional para assistentes sociais




                                   
 Foto: Divulgação

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei nº 1.827/2019, que estabelece o piso salarial nacional de R$ 5.500,00 para assistentes sociais, com jornada de 30 horas semanais. A aprovação ocorreu nesta terça-feira (14), após o presidente da CCJ, o deputado Leur Lomanto Jr. (União), incluir a proposta na pauta da comissão, garantindo o avanço da matéria.

O parlamentar destacou a importância de a CCJ ter pautado a matéria, atendendo a uma demanda histórica da categoria. Segundo Lomanto Jr., a aprovação representa um avanço significativo para a valorização dos profissionais e para o reconhecimento do trabalho essencial que os assistentes sociais desempenham em todo o país.

“É um justo reconhecimento dos serviços prestados pelos assistentes sociais ao povo brasileiro. Sabemos da importância do trabalho dessa categoria. Pude acompanhar de perto a luta diária para que esse momento se tornasse realidade. Contem com o nosso mandato na continuidade dessa luta”, afirmou.

A relatoria do projeto ficou a cargo da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), que ressaltou a necessidade de estabelecer um piso digno diante da realidade enfrentada pela categoria em diversos estados, onde os salários ainda são considerados baixos.

Representando a categoria, a presidente da Federação Nacional dos Assistentes Sociais (Fenas), Margareth Delaruvera comemorou a aprovação e agradeceu ao presidente da comissão pela condução do processo.

“Conseguimos uma vitória histórica, muito esperada por toda a categoria. O deputado Leur Lomanto, como presidente da CCJ, foi sensível à nossa causa, colocou o projeto em pauta e possibilitou essa aprovação. Queremos agradecer imensamente e parabenizar todos os assistentes sociais do Brasil por essa conquista”, enfatizou.

O projeto tem como objetivo garantir melhores condições de remuneração aos profissionais da área, reconhecendo o papel essencial dos assistentes sociais na promoção de direitos e no atendimento às populações mais vulneráveis. A proposta segue agora para as próximas etapas de tramitação no Congresso Nacional.

Violência que vem muito antes da agressão física




Violência psicológica em relacionamentos é mais difícil de detectar, mas também deixa sequelas.



Quando começou a namorar aos 18 anos, Maria Bela (nome fictício), acreditava estar vivendo uma história de amor. O namorado, nove anos mais velho, era atencioso, aparecia com flores, presentes e surpresas. Com o tempo, porém, o que parecia cuidado foi se transformando em controle.

“Ele era carinhoso, mas aos poucos começou a opinar sobre tudo na minha vida: a roupa que eu usava, as amigas com quem eu saía, os lugares que eu frequentava”, relembra.

Para evitar conflitos, ela começou a ceder às exigências do namorado. Pequenas mudanças foram se acumulando até alterar completamente sua rotina. “Quando ele dizia que uma roupa não era adequada ou que certa amizade não era boa para mim, eu acabava cedendo. Em troca vinham os mimos, os presentinhos, as mensagens dizendo que me amava. Sem perceber, fui deixando de ser quem eu era para não contrariá-lo”, conta.

Hoje, aos 21 anos, após três anos de relacionamento, Marai Bela diz que percebe como sua vida foi sendo gradualmente limitada. As saídas com amigas se tornaram raras e a preocupação com a reação do namorado passou a fazer parte do dia a dia.

“Eu quase não saio mais com minhas amigas e sempre fico com medo da reação dele quando faço algo que ele não gosta. Já ouvi palavras que me machucaram muito e, às vezes, alguns gestos dele me deixam com medo, me fazem sentir pequena e vulnerável. O que mais dói é perceber que fui me afastando de todo mundo para manter esse relacionamento”, desabafa.

Segundo especialistas, histórias como esta revelam como relações abusivas podem começar de forma silenciosa, muitas vezes disfarçadas de cuidado ou ciúme. A psicóloga da Hapvida, Karolayne Oliveira, explica que os primeiros sinais de violência nem sempre envolvem agressão física. “O primeiro sinal de que a mulher está vivendo uma situação de violência, mesmo que não haja agressão física, é quando ela começa a se questionar se o parceiro vai ou não gostar do que ela faça ou deixe de fazer”, explica.

Esse tipo de comportamento pode provocar mudanças profundas na forma como a mulher se relaciona com o mundo ao redor. “Ela começa a evitar sair, falar com amigos, passa a se isolar e começa a questionar os seus próprios comportamentos. Em vez de considerar a sua própria visão de mundo, passa a avaliar se algo é adequado ou não na opinião do companheiro”, afirma.

                               DANOS GRAVES

De acordo com a especialista, a violência psicológica pode provocar danos emocionais tão graves quanto a agressão física. Além do isolamento social, o controle constante pode provocar ansiedade, insegurança e perda da autoestima.



“Não precisa haver agressão física para que um relacionamento seja considerado abusivo. A agressão psicológica afeta tanto quanto a física e acaba gerando esses comportamentos de isolamento”, ressalta.

Os dados mostram que a violência contra a mulher ainda é um desafio no Maranhão. Em 2025, o estado registrou 50 casos de feminicídio, uma redução de cerca de 27% em comparação aos 69 casos contabilizados em 2024, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA). Mesmo com a queda, os registros de violência continuam elevados. A Ouvidoria Estadual da Mulher contabilizou 2.051 denúncias entre junho e dezembro de 2025. No mesmo período, o Maranhão registrou mais de 26 mil pedidos de medidas protetivas de urgência.

Para especialistas, identificar os sinais iniciais de controle e violência psicológica é essencial para interromper ciclos de abuso antes que eles evoluam para situações ainda mais graves. Nesse contexto, buscar apoio profissional pode ser o ponto essencial para romper o ciclo de violência. “Às vezes, é necessário ter a ajuda de um psicólogo para que essa mulher volte a sustentar suas opiniões e seu ponto de vista, mesmo diante da contrariedade do parceiro”, conclui

                          CANAL DE DENÚNCIA

Para contribuir de forma efetiva no combate a esse tipo de situação, a Hapvida mantém, em parceria com o Instituto Justiça de Saia, por meio do Projeto Justiceiras, o Canal Delas: um sistema sigiloso e seguro para denúncias e acolhimento de vítimas. Desde 2022, o serviço já registrou mais de 360 ocorrências, que resultaram em atendimentos mais aprofundados a pelo menos 111 mulheres em situação de violência.

“Mais do que um canal de denúncia, trata-se de uma rede multidisciplinar que orienta sobre medidas protetivas, registro de ocorrência, acesso a serviços públicos e caminhos para a reconstrução da autonomia e da dignidade dessas mulheres”, afirma Flávio Freire, head de Sustentabilidade e Impacto Social na Hapvida.

A ferramenta, inicialmente voltada às colaboradoras da empresa, foi expandida para as beneficiárias e para o público em geral. “Esse é um tema especialmente relevante para nós, porque somos uma companhia formada majoritariamente por mulheres. Atualmente, cerca de 75% do nosso quadro de colaboradores é composto por mulheres, o que representa mais de 58 mil profissionais que contribuem diariamente para a construção da história da empresa”, ressalta o executivo

Entenda o impacto da nova Jornada de Trabalho no bolso e no tempo





Professora da UniCesumar explica de forma didática como a redução da jornada para de 40 para até 36 horas semanais pode aumentar o valor da hora trabalhada, encarecer horas extras e ampliar o Descanso Semanal Remunerado (DSR)


Em um momento em que a qualidade de vida e a redefinição das relações de trabalho ganham destaque global, o Brasil avança no debate sobre uma possível reforma da jornada de trabalho. A proposta de reduzir a carga horária de 44 para até 36 horas semanais, embora celebrada por muitos, gera uma incerteza fundamental para o trabalhador: o que essa mudança representa, na prática, para o salário ao final do mês?

A principal alteração reside no cálculo do salário-hora. Suzana Ferreira, professora do curso de Contabilidade da EAD UniCesumar, explica que, atualmente, com uma jornada de 44 horas semanais, utiliza-se o divisor de 220 horas. “Hoje, a nossa Constituição Federal, em seu artigo 7º, XIII, estipula que a duração do trabalho normal não pode ser superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. Considerando a carga semanal de 44 horas e que em média os meses possuem 5 semanas, a multiplicação das horas semanais pela quantidade de semanas do mês chega à carga mensal prevista na legislação: 44:00 x 5 = 220:00”.

A docente complementa que, com a possível reforma, esse divisor seria reduzido, elevando o valor da hora trabalhada. “Em um cenário de 40 horas semanais, o divisor passaria a ser 200, enquanto em uma jornada de 36 horas, seria 180”.

Valorização da hora trabalhada

A mudança, na prática, significa que o trabalhador receberá mais por cada hora de seu tempo. A especialista da UniCesumar ilustra com um exemplo prático. Para um trabalhador que ganha R$ 2.200 por mês, o valor da sua hora de trabalho hoje, com a jornada de 44 horas, é de R$ 10,00. Se a jornada fosse reduzida para 40 horas, esse valor subiria para R$ 11,00, e com uma jornada de 36 horas, alcançaria R$ 12,22. “Tendo redução da jornada semanal sem que haja redução proporcional no salário, o valor das horas será aumentado. Matematicamente falando, quando um número permanece, mas o seu divisor diminui, o resultado dessa divisão será maior”, explica Ferreira.

Horas extras e Descanso Semanal Remunerado (DSR)

O aumento do valor do salário-hora impacta diretamente o cálculo das horas extras, que se tornam mais valiosas para o empregado e mais onerosas para o empregador. Utilizando o mesmo exemplo do salário de R$ 2.200 e um adicional de 50% para horas extras, o valor da hora extra passaria de R$ 15,00 no modelo atual de 44 horas, para R$ 16,50 com uma jornada de 40 horas, e chegaria a R$ 18,33 no cenário de 36 horas semanais.

Além disso, a adoção de modelos de trabalho como 5×2 (40 horas) ou 4×3 (36 horas), que aumentam os dias de folga, também afeta o Descanso Semanal Remunerado (DSR). “Atualmente, a legislação assegura ao menos um descanso semanal de 24 horas consecutivas. Com mais dias de folga, o valor do DSR sobre verbas variáveis, como horas extras, também aumenta”, contextualiza a professora.

O que o trabalhador deve observar

Caso a reforma seja aprovada, é crucial que o trabalhador confira o seu contracheque. “É fundamental que todo trabalhador confira as informações do seu contracheque, mesmo sem a mudança. Os campos mais importantes a serem observados são a carga horária semanal de referência, a manutenção do salário e o cálculo correto de horas extras e descontos”, alerta Ferreira.

A docente da UniCesumar também destaca pontos de atenção que o trabalhador deve conhecer, como o salário não poder ser reduzido. “Além dessa questão da diminuição do salário, o trabalhador também precisa estar atento a outras situações que poderão ocorrer, como implementação de banco de horas para evitar o pagamento de horas extras, crescimento de cobranças e intensificação do ritmo para se cumprir as metas ou demandas”.

A proposta de redução da jornada de trabalho, que ganhou força nos últimos meses, está em discussão no Congresso Nacional. A mudança é vista por seus defensores como uma forma de melhorar a qualidade de vida e a saúde dos trabalhadores, além de potencialmente gerar novos empregos. “A mudança pode gerar ganho financeiro, especialmente se o salário for mantido e a jornada reduzida. Contudo, seu alcance não é apenas econômico. A redução da jornada também representa potencial valorização do tempo, com reflexos na saúde, no convívio familiar e na qualidade de vida”, conclui Ferreira.